quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO PIBID (PROGRAMA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROFESSOR JOSÉ SOARES DE CARVALHO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
CENTRO DE HUMANIDADES – CAMPUS III
DEPARTAMENTO DE LETRAS
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS
SUBPROJETO DE LÍNGUA PORTUGUESA – PIBID
COORDENADORES: PROFA. Dra. MARIA DE FÁTIMA AQUINO – PIBID/ CH/ UEPB; PROF. Dr. JUAREZ NOGUEIRA LINS – PIBID/ CH/ UEPB
PROFESSORA SUPERVISORA: MARIA DAS DORES JUSTO – EEEFM PROF. JOSÉ SOARES DE CARVALHO/ PIBID/ CH/ UEPB

BOLSISTAS PIBID:
ANDREIA RAFAEL DE ARAÚJO (1º semestre)
ANA PAULA PEREIRA (1º semestre)
DIOGO DA COSTA PEREIRA
JULIANA DA SILVA CABRAL (1º semestre)
JAMYLLI FERREIRA DE LIMA
LUANA RAQUEL FERNANDES NICOLAU
MARIELLY BARBOSA DA CUNHA SOARES
MARIA RENALE DE MELO
SABRINA DE OLIVEIRA FERNANDES (1º semestre)



RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO PIBID (PROGRAMA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA) NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROFESSOR JOSÉ SOARES DE CARVALHO
AÇÕES INICIAIS DO PIBID-LETRAS NA EEEFM PROF. JOSÉ SOARES DE CARVALHO/ PIBID/ CH/ UEPB




Guarabira – PB
2016

1. APRESENTAÇÃO

           
Este relato descreve a nossa atuação (supervisora e bolsistas) do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho, referente ao ano de 2016. Através do Subprojeto Língua Portuguesa e da participação de 05 bolsistas, procuramos desenvolver atividades que articulassem os saberes teóricos e os saberes práticos, buscando discutir as dificuldades e ampliar as possibilidades do ensino de Língua Portuguesa ministrado nessa escola.
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho estão situada à Rua Henrique Pacífico S/N- Bairro- Primavera. A estrutura física da escola é formada por 19 salas de aula que funcionam nos três turnos, nas modalidades Fundamental, Médio e EJA, possui também laboratório de informática, de ciências, laboratório de robótica, biblioteca, sala de vídeo, arquivo, e um ginásio poliesportivo ao lado da escola. Temos também um projeto que vem sendo desenvolvido com bastante sucesso na escola. É o “Alumbrar” que visa corrigir a distorção idade/série.

2. AÇÕES

            Após a reunião realizada entre bolsistas, professores supervisores e coordenadores envolvidos no projeto PIBID, as alunas foram recebidas na escola acima citada.  De início, foram apresentados (as) às pessoas responsáveis por setores diversos, entre eles, direção, secretaria, cantina, limpeza, enfim, a escola, de modo geral, representada por seus diferentes profissionais teve conhecimento de que pessoas estavam iniciando um trabalho que estabeleceria uma parceria entre Capes, UEPB/CH e EEEFM Prof. José Soares de Carvalho.
Reconhecida a escola; chegava a hora de conhecer os alunos e as turmas com as quais iríamos trabalhar.  Após conhecer as turmas, os bolsistas e o professor supervisor decidiram sentar e planejar o que seria adequado dentro do programa de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Ensino Médio, seguindo também a orientação dos coordenadores do Subprojeto, como seriam as intervenções.

2.1 OS PIBIDIANOS EM AÇÃO: O SUBPROJETO LITERATURA – PRIMEIRO SEMESTRE 2016

Os trabalhos começaram no mês de março com as bolsistas - Andreia R. Araújo, Ana Paula Pereira, Juliana da Silva Cabral. Todas ficaram até o termino do primeiro semestre e foram desligadas por motivo da conclusão do curso. Ainda temos Diogo da Costa Pereira e Luana Raquel Fernandes Nicolau, estes continuaram com o projeto.
Ao selecionarmos os conteúdos que seriam trabalhados durante o ano letivo definimos também que teríamos um projeto voltado para a necessidade efetiva das turmas. Por isso escolhemos como título: LEITURA e ESCRITA: PORTA ABERTA PARA O FUTURO. E foi a partir desse projeto que direcionamos todas as nossas ações. Para melhor trabalhar esse tema precisávamos definir os gêneros textuais pertinentes para que tivéssemos um resultado positivo. Assim, depois de discussões com o grupo decidimos optar pelos gêneros: conto, crônica e por último o dissertativo-argumentativo. O último foi para atender uma necessidade urgente das turmas as quais estavam sobre nossas responsabilidades. Além de trabalharmos as três frentes dentro do programa de Língua Portuguesa que são: Funcionamento da Língua, Leitura e Expressão escrita e Literatura Brasileira. Começamos o ano letivo com quatro turmas, todas de ensino médio. Esse público por ser concluinte, todos iria fazer a prova do ENEM 2016.    
Então, decidimos que cada um dos licenciandos ficaria responsável por um conteúdo dentro das frentes apresentadas acima. Feito isso as tarefas foram divididas da seguinte maneira: Andreia e Luana ficaram responsáveis pelos conteúdos de Literatura Brasileira. Revisariam desde o Quinhentismo até o Simbolismo. Os outros grupos formados por Diogo e Ana Paula ficaram com Leitura e Expressão Escrita e por fim Juliana ficaria com o Funcionamento da Língua. Isso tudo como intervenção nas nossas aulas regulares do primeiro semestre.
Além dessas atividades que estão sendo desenvolvidas, podemos destacar os seguintes projetos/trabalhos:
1. Criamos um grupo do Whatsapp com as turmas 3º A, B, F e H.
Com o objetivo de interagir com eles; analisar os pôster com relação a matéria; analisar a linguagem informal em contraponto com o internatês; a recepção do conteúdo dado. Os “Print’s” de algumas conversas serão utilizadas para posteriores análises.
2.  Sugestão de algumas obras literárias tais como: Dom Casmurro (Machado de Assis) Menino de Engenho, Moleque Ricardo, Usina (ambas de José Lins do Rego), Vidas Secas e São Bernardo (Graciliano Ramos). Além de Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. Todas essas sugestões foram acompanhadas de forma que o aluno percebesse que não era obrigatória, mas necessária, levando o aluno a ver a leitura literária como um processo transformador e aberto a dialogar com outras linguagens na sua própria natureza interdisciplinar do ato de ler que envolve contribuições de diversas áreas.
3.  Montamos um banco de dados com 20 temas de atualidades
Os assuntos foram escolhidos pelos próprios alunos de olho também nos possíveis temas da redação do ENEM 2016. Divididos os grupos com seus respectivos temas, cada grupo fez a pesquisa montou o texto e esse material foi transformado em PDF e criado um banco de dados com um link que posteriormente foi colocado no grupo do whatsapp para eles se apropriassem desse conhecimento.
4. Confeccionamos para cada sala que estava sobre nossa responsabilidade um quadro de aviso. Esse era um espaço físico reservado para colocar notícias de interesse da turma.
5.    Aula de Campo – 2016 -  Engenho pau d’arco – casa de Augusto dos Anjos – Sapé.
6. O Projeto – LABRECON (Laboratório e Consultoria de Redação), que será desenvolvido em contra turno da seguinte forma: Os alunos participantes do projeto serão atendidos em dois turnos: um grupo com aulas pela manhã que contará com uma turma de aproximadamente 25 alunos e outro grupo à tarde que também terá a mesma quantidade. O projeto Laboratório e Consultoria de Redação foi idealizado para auxiliar os concluintes do Ensino Médio, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho,  na realização  da prova  de  redação do  ENEM.
7. Criamos também Sequências didáticas (SD) com o objetivo de auxiliar professores de outras séries e assim contribuir com o Projeto Político Pedagógico da escola (PPP). Esse projeto tinha como título: Na ponta da língua multiplicando saberes: escola, família e sociedade. As SDs foram as seguintes: Gênero conto fantástico: Literatura e Língua Materna (Público alvo: Alunos da 1ª série do Ensino Médio), Gênero crônica (Público alvo: Alunos dos 9º anos do Ensino Fundamental), Gênero HQs (Público alvo: Alunos dos 8º anos do Ensino Fundamental, Gênero artigo de opinião (Público alvo: Alunos da 2ª série do Ensino Médio) e Texto dissertativo-argumentativo (PÚBLICO ALVO: alunos da 3ª série do Ensino Médio).

                                              RELATÓRIO FINAL 2016

LEITURA e ESCRITA: PORTA ABERTA PARA O FUTURO


“A leitura é como um meio de aproximação entre os indivíduos e a    produção cultural, podendo significar a possibilidade concreta de acesso ao conhecimento e intensificar o poder de crítica por parte do público leitor, e assim expressar os anseios da sociedade.” (Silva e Zilbermam).

INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA

O projeto de intervenção – LEITURA E ESCRITA: PORTA ABERTA PARA O FUTURO foi idealizado para auxiliar os alunos do 8º ano a 3ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho a melhorar a aprendizagem e consequentemente elevar o IdebPB 2016. A rede estadual de ensino da Paraíba conta com um eficiente Sistema de Avaliação da Educação. Desde 2012, o Avaliando IDEPB coleta e processa informações acerca do desempenho escolar dos alunos, nas áreas de Língua Portuguesa por meio de instrumentos de avaliação aplicados nos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, na 3ª série do Ensino Médio.
As complexas transformações sociais contemporâneas lançam demandas à educação escolar associadas a velhos e novos desafios humanitários, societários, civilizatórios e ambientais. Espera-se da educação formal contribuições multidimensionais, sendo acentuadas as de ordem econômica, política, cultural segundo óticas predominantes.
A melhoria da qualidade da educação básica passou a ser difundida, por diversos atores sociais, como uma questão consensual e mensurável. Concorreu, para isso, a grande visibilidade social dos resultados, tanto das avaliações nacionais (realizadas desde 1990) quanto do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) cuja introdução, no contexto federativo, se deu com o Decreto nº 6.094, de 2007(Brasil, 2007). Tem operado no mesmo sentido a divulgação dos resultados dos estudos comparativos internacionais, destacadamente do Pisa.¹      
É sabido que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado em 2005 pelo Ministério da Educação como uma maneira simples e elegante de resumir, em um número, a qualidade de uma escola.  Tem-se também O Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação e que vem sendo discutido no Senado, estabelece 20 metas que devem ser alcançadas pelo país. Uma delas (a meta 7) se refere ao Ideb, principal indicador de qualidade em educação que possuímos no Brasil. Ela foi elaborada com base nas metas estabelecidas em 2007 pelo Inep/Ministério da Educação à época da criação do Ideb. Naquele momento, também foram estabelecidas metas para os municípios e escolas.
O Ideb auxiliou muito o acompanhamento da qualidade educacional do país, gerando um olhar sobre indicadores de desempenho, por meio da principal avaliação externa do país (a Prova Brasil), e um olhar sobre a importância de garantir um fluxo escolar adequado (colocando na composição as taxas de aprovação escolar, que são muito baixas em algumas regiões do país).
Diante desse contexto avaliativo nacional, alguns Estados também criaram seu próprio Ideb como forma de avaliar o desempenho anual dos alunos matriculados na rede estadual de ensino. Isso se aplica ao Estado da Paraíba que desde 2012 que vem realizando anualmente essa avaliação.
Sabemos que o desenvolvimento cientifico e tecnológico é uma característica marcante da sociedade contemporânea, por isso a leitura se torna cada vez mais importante para a inserção social do individuo e consequentemente para a formação da cidadania, uma vez que é através dela que ele terá acesso a informações e também novos conhecimentos a que serão de fundamental relevância para sua vida como cidadão. Vejamos o que as duas pesquisadoras Alliene e Condemarín falam sobre a leitura:

A leitura está longe de ser um processo passivo: todo texto, para ser interpretado exige uma ativa participação do leitor. O texto escrito só oferece linguagem, desligada de qualquer situação e sem apoio extralinguístico. A partir dos sinais impressos, o leitor reconstitui as palavras; ele as escuta como se existisse ao dar a elas um ritmo e uma entonação que ele inventa. Ao ler, criam-se imagens internas, estimuladoras do pensamento e da criatividade; estas imagens são criadas a partir das próprias experiências e necessidades. O leitor não se limita a reproduzir o código do emissor: ele aplica ao texto os seus próprios códigos interpretativos, o que lhe permite concluir segundo o seu manejo da língua e o seu domínio da matéria. E, ao contrário, quem vê as imagens da televisão, cine ou quadrinhos tem que aceitar as imagens impostas sem exercitar a criatividade. (ALLIENE; CONDEMARÍN, 2005 p.15 e 16).

Sendo assim, podemos acrescentar que a leitura exige do leitor uma habilidade para poder entender o que está escrito, de maneira que ele precisa ativar seus conhecimentos prévios. Isso nos faz rever o que disse Freire que a leitura de mundo precede a leitura da palavra. Esse conhecimento prévio requer uma ativação de memoria, criando assim em sua mente imagens daquilo que está escrito, pois a relação daquilo que lê com o que já sabe. Construindo sua interpretação acerca do que leu. Porque quanto mais leituras forem feitas mais amplo será o vocabulário do leitor e isso o auxilia na compreensão, levando ao aprimoramento dos conhecimentos que já possui. Nisso concordamos com Alliende e Condemarín:

Um dos fins do ensino da leitura é possibilitar o acesso às obras literárias. As obras literárias constituem um modo específico de expressão. Elas referem-se a todo tipo de realidade, utilizando o código “poético” que as diferencia das obras lógicas discursivas, científicas ou similares. (ALLIENE; CONDEMARÍN, 2005, p. 208).


                 É sabido que as obras literárias contribuem na formação do aluno enquanto sujeito da sociedade. Há uma necessidade que a escola forneça a todos livre acesso às obras literárias, pois elas apresentam características especificas, englobando historias de todas as classes, de muitos lugares, permitindo ao leitor/aluno viajar sem sair da sala de aula. Pois além de alimentar a imaginação, aguça a criatividade, levando muitas vezes a criar outras histórias muitas vezes parecidas com a sua. Dessa forma a leitura precisa ser trabalhada de forma significativa, devido a sua importância no desenvolvimento individual e social do individuo. Para Foucambert:

Ser leitor é querer saber o que se passa na cabeça do outro, para compreender melhor o que se passa na nossa. Essa atitude, no entanto, implica a possibilidade de distanciar-se do fato para ter dele uma visão de cima, evidenciado de um aumento do poder sobre o mundo e si por meio desse esforço teórico. Ao mesmo tempo, implica o sentimento de pertencer a uma comunidade de preocupações que, mais que um destinatário, nos faz interlocutor daquilo que o autor produziu. Isso vale para todos os tipos de texto, seja um manual de instruções, seja um romance, um texto teórico ou um poema. Tudo isso constitui o estatuto do leitor; a partir desse estatuto, prévio e incondicional, é que cada um pode desenvolver as respostas técnicas quelhe permitirão exercê-lo. Esse estatuto antecede o saber. É no desenvolvimento de seu poder sobre si e sobre o mundo que a criança encontra a escrita e, portanto aprende a ler. [...] (FOUCAMBERT,1994, p. 30).


Buscamos suporte também em (SOLÉ (1998, 73-4), no ponto em que ela sustenta que, na escola, devem ser ensinadas estratégias que ajudem a:
1. Compreender os propósitos implícitos e explícitos da leitura;
2. Ativar e aportar à leitura os conhecimentos prévios relevantes para o conteúdo em questão;
3. Dirigir a atenção ao fundamental, em detrimento do que pode parecer mais trivial (em função dos objetivos definidos);
4. Avaliar a consistência interna do conteúdo expresso pelo texto e sua compatibilidade com o conhecimento prévio e com o ‘sentido comum’. Este texto tem sentido? As ideias apresentadas no mesmo tem coerência?
5. Comprovar continuamente se a compreensão ocorre mediante a revisão e a recapitulação periódica e a auto interrogação;
6. Elaborar e provar inferências de diversos tipos, como interpretações, hipóteses, previsões e conclusões.
Para reforçar as estratégias de leitura apresentadas acima, vejamos o que diz Marisa Lajolo:

 Se algumas metodologias e estratégias propostas para o desenvolvimento da leitura parecem enganosas por trilharem caminhos equivocados, o engano instaurou-se no começo do caminho, a partir do diagnóstico do declínio ou da inexistência do hábito de leitura entre os jovens (LAJOLO, 2004, p. 107).

Dessa forma, cabe ao professor esse grande responsável buscar estratégias adequadas de leitura que melhor atendam aos alunos, e a sua ação alicerçará o processo de formação de leitores. Como estamos falando de leitura, não podemos esquecer que esse leitor precisará também a partir de suas praticas em determinadas situações, produzir também não só os textos orais, mas também os escritos. Diante disso achamos pertinente introduzir o que pensam os PCNs (2000, p. 18):
O aluno deve ser considerado como produtor de textos, aquele que pode ser entendido pelos textos que produz e que o constitui em como ser humano. O texto só existe na sociedade e é produto de uma historia social e cultural, único em cada contexto, porque marca diálogo entre os interlocutores que o produzem e entre os outros textos que o compõem. O homem é visto como um texto que constrói textos. (PCNs, 2000, p. 18)


OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

O conteúdo estruturante da disciplina de Língua Portuguesa compreende o “Discurso como prática social”, sendo os gêneros discursivos os conteúdos básicos de cada série/ano. Os gêneros são abordados a partir das práticas discursivas: oralidade, escrita, leitura e análise linguística. De acordo com as diretrizes, a prática de análise linguística é complementar às práticas de leitura, oralidade e escrita. Baseado nesses pressupostos, o professor deve criar condições para que o aluno desenvolva sua competência comunicativa, discursiva, sua capacidade de utilizar a língua de modo variado e adequado ao contexto, às diferentes situações e práticas sociais, interessando-se em ampliar seus recursos expressivos, seu domínio da língua padrão nas modalidades oral e escrita.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

·                    Desenvolver a competência comunicativa dos usuários da língua e saber adequá-la a diferentes situações de comunicação;
·                    Distinguir o contexto social de cada escola literária e o contexto social e político que a fez surgir;
·                    Compreender a importância literária e histórica desses movimentos no Brasil e no mundo e ter aptidão para ler criticamente obras que façam parte desses contextos literários;
·                    Reconhecer, em um exercício de leitura, as possibilidades de análise da língua do ponto de vista das relações sociais, da constituição da identidade dos falantes, da produção de sentidos e da adequação linguística;
·                    Compartilhar opiniões, ideias e preferências sobre leituras realizadas;
·                    Observar os aspectos discursivos próprios dos gêneros textuais artigo científico e artigo de opinião que mobilizam a capacidade de argumentar;
·                    Observar aspectos de construção textual e situações de produção que caracterizem a dissertação para o ENEM;
·                    Facilitar o acesso do aluno aos diferentes portadores de textos;
·                    Contribuir para formação de leitores autônomos e competentes;
·                    Estabelecer diálogo com a diversidade de gêneros;
·                    Desenvolver o poder de argumentação




                                                              AÇÕES PIBID 2016
                                            
DESENVOLVIMENTOS DAS AÇÕES – PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016


Os trabalhos começaram no mês de março com os bolsistas, Andreia Rafael de Araújo, Ana Paula Pereira, Juliana da Silva Cabral, Diogo da Costa Pereira e Luana Raquel Fernandes Nicolau. Nesse primeiro semestre as intervenções foram feitas em cima desses temas: Literatura Brasileira com revisão das escolas literárias até o Simbolismo. Fizemos um levantamento de alguns clássicos da Literatura Brasileira condizente com os movimentos literários que iríamos trabalhar naquele momento. Funcionamento da Língua foi trabalhado nas intervenções – Montagem de mapa conceitual sobre conhecimentos adquiridos em dupla e socialização e utilizar pistas linguísticas para antecipação, inferências, seleção.                                                         No tocante a Leitura e Expressão Escrita foi trabalhado pelos bolsistas já citados anteriormente eles trabalharam sobre o olhar dos seguintes pontos: alimentação temática e orientações para os alunos buscarem informações novas em diferentes materiais e suportes; leitura, analise e interpretação de textos variados.
Como podemos constatar fotos   (anexo1)




Whatsapp como ferramenta de interação cotidiana nas turmas 3º A, B, F e H

O potencial de tecnologias móveis vem sendo cada vez mais necessários ao uso em sala de aula como ferramenta de multiletramentos. As vantagens dessas tecnologias vão além dos fatos de   apresentarem baixo custo, alta conectividade e portabilidade.  Trata-se de aparelhos que podem ser acessados e usados por alunos em qualquer lugar a qualquer hora, independente de permissão de professores e instituições de ensino. Foi a partir dessa perspectiva que sugerimos que eles mesmos criassem seu próprio grupo. Nesse grupo eles teriam total liberdade de discutir os problemas referentes à disciplina e também colocar vídeos, arquivos em PDF, imagens tirar dúvidas de gramática e vocabulário e ainda receber feedback corretivo, quando solicitado. Os estudos de Petrecheli (2010) mostram que a utilização das novas TICs consegue sobremaneira envolver e motivar os alunos, articulando os conceitos advogados em sala de aula com as percepções cotidianas dos alunos.  Neste sentido, a construção do conhecimento torna-se significativa e envolve professores e alunos. Podíamos compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. Vejamos alguns scripts ilustrativos nas fotos ( anexo 2).







O BANCO DE DADOS

A criação se deu a partir de temas previamente escolhidos pelos alunos e bolsistas que após uma diversidade de sugestões elegeram como elemento de pesquisa e montagem do banco 24 assuntos que serviriam como um suporte de leitura durante o ano. Além de servir também como possíveis temas da redação ENEM 2016. O trabalho foi realizado através de grupos de trabalho sobre o acompanhamento dos pibidianos. Após a realização da pesquisa feita pelos grupos esse material foi todos transformado em PDF e o aluno Emerson do 3º F criou um link no drive.google.com intitulado : Terceiros anos rumo à vitória! Chave de acesso: https://goo.gl/5rrh7d

CRIAÇÃO DE QUADRO DE AVISO

A escolha de montamos um quadro de aviso nas salas de aula foi para contrapor o virtual com o físico, pois como eles usam o tempo todo as redes sociais para postagens, avisos e interação com os colegas. Por ser um espaço físico ele apresenta várias mensagens sobre diferentes assuntos. Definimos com eles que um grupo ficaria responsável de trazer toda semana textos referentes a assuntos atuais de diversos gêneros. Podemos constatar através das fotos (anexo 3)




AULA DE CAMPO - ENGENHO PAU D’ARCO – CASA DE AUGUSTO DOS ANJOS – SAPÉ.
Na nossa aula de campo decidimos que iríamos conhecer o Memorial Augusto dos Anjos em Sapé - PB, pois conhecer apenas a poesia do poeta Augusto era pouco para aqueles alunos que estavam concluindo o Ensino Médio. Eles precisavam sentir e ver o lugar por onde o nosso “Paraibano do Século” nasceu e viveu grande parte de sua vida. A data escolhida foi no dia 04/05. Ao decidirmos visitar o memorial do poeta maior, além de sua importância para a nossa Literatura Brasileira e paraibana, também tínhamos um propósito que era relacionar o conhecimento teórico com o prático porque naquele momento estávamos estudando em sala o Pré-Modernismo. Nada mais pertinente a turma naquele momento que foi conhecer um dos representantes dessa Escola na poesia mais polêmico.  Ver fotos (anexo 4).





LABRECON - LABORATÓRIO E CONSULTORIA DE REDAÇÃO
                                                                              
                                                         
[...] O texto só existe na sociedade e é produto de uma história social e cultural, único em cada contexto, porque marca o diálogo entre os interlocutores que o produzem e entre os outros textos que o compõem. O homem deve ser visto como um texto que constrói textos. (PCNEM: p. 139)

APRESENTAÇÃO

O projeto Laboratório e Consultoria de Redação foi idealizado para auxiliar os concluintes do Ensino Médio, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho, na realização da prova de redação do ENEM.  Os dados apresentados pelo MEC, na aplicação do exame em 2015, revelam a grande dificuldade que os candidatos apresentam em produzir um texto dissertativo argumentativo, uma vez que, dos mais de 5,8 milhões de participantes, apenas 104 candidatos conseguiram obter nota mil na redação. Ainda de acordo com o Ministério da Educação (MEC), 53 mil candidatos zeraram a redação Além desses dois extremos, o grupo mais numeroso é o de candidatos que ficou com notas entre 501 e 600 pontos. Mais de 1,9 milhão de participantes se enquadram nesta faixa de pontos. Esses dados nos fornecem evidências do grau de dificuldade que o estudante brasileiro apresenta para redigir um texto de caráter dissertativo-argumentativo.
Para minimizar as dificuldades dos alunos no que diz respeito ao ato de escrever, estaremos fundamentando o nosso projeto por duas vertentes teóricas acerca do texto. A Linguística Textual e a Análise do Discurso (AD) de linha francesa.
A primeira assume a concepção de que o texto é o lugar de interação de sujeitos sociais, os quais, dialogicamente, nele se constituem e são constituídos (KOCH, 2010). A segunda conforme postula Orlandi na perspectiva do discurso, o texto é lugar de jogo de sentidos, de trabalho da linguagem, de funcionamento da discursividade (ORLANDI, 1983).  Assim, na perspectiva discursiva o texto é concebido como um objeto simbólico, é uma unidade de análise atravessada pela ideologia e afetada pelas condições de produção.
Para o analista de discurso, o texto é o lugar da relação com a representação física da linguagem:  onde ela é som, letra, espaço, dimensão direcionada, tamanho.  Além desses autores já citados, nosso trabalho também será respaldado nos seguintes autores - Mikhail Bakhtin e as noções de dialogismo e polifonia. (1997) Joaquim Dolz, & Bernard Schneuwly(2011), Marcuschi (2009), Bronckart (2012), Faraco(2010), entre outros.
Tendo em vista que, muitas vezes, polifonia e dialogismo são utilizados como sinônimos, conforme destacam Barros(2003) e Emerson(2003). O dialogismo não deve ser confundido com polifonia, porque aquele é o principio dialógico constitutivo da linguagem e esta se caracteriza por vozes polêmicas em um discurso. Há gêneros dialógicos monofônicos (uma vez que domina as outras vozes) e gêneros dialógicos polifônicos (vozes polêmicas).  Portanto o dialogismo é o principio fundador da linguagem (Bakhtin/Voloshinov, 1992).
A linguagem é dialógica, seja ela qual for. Dessa forma, todo enunciado é sempre um enunciado construído por um locutor e dirigido para seu interlocutor.  Portanto, toda linguagem é reflexo de um acontecimento social As palavras são carregadas de história, habitadas, atravessadas por discursos; outro conceito que pode ser vinculado neste momento, é o de Interdiscurso, que remete à ideia de que todo discurso é perpassado por outros, é a mesma ideia de Bakhtin em outro espectro: não mais o da palavra e sim do discurso. Resumindo: tudo que um enunciador diz já foi dito anteriormente e assim, o enunciador, a todo o momento, retoma esses “outros dizeres” anteriores.
 O dialogismo, olhado por outro viés, afirma que um texto sempre responde ou procura responder outro texto, ou, pelo menos, englobar as vozes de outros discursos externos. Podemos afirmar que isso é uma interdiscursividade. A questão da enunciação também é algo primordial na teoria bakthiniana. O indivíduo ao utilizar a língua, trabalha na forma de enunciados. Segundo Bakthin (2000, p.  279-287), quando o locutor utiliza a língua numa determinada esfera da atividade humana, ele o faz sob a forma de “enunciados (orais e escritos) concretos e únicos” que passam a refletir as condições específicas e as finalidades de cada uma delas.
O enunciado é tomado, pois, como “a unidade real da comunicação verbal”, definição essa que o aproxima da concepção atual de texto. O conceito bakhtiniano de dialogismo, para ser compreendido na sua real dimensão, se faz necessário trazer para o debate o princípio da heterogeneidade, a concepção de que a linguagem é heterogênea. Por outras palavras, podemos pensar que o discurso é construído a partir do discurso do outro, que é o “já dito” sobre o qual qualquer discurso se constrói.
O enunciado é a unidade real da comunicação discursiva. Todas as esferas da atividade humana estão relacionadas com o uso da língua que se evidencia em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e singulares. Esses enunciados refletem situações especificas e o objeto de cada uma das esferas da atividade humana, não só pelo seu conteúdo (temático) e pelo seu estilo verbal (seleção de recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua), mas também, principalmente, pela sua organização composicional.
Assim, com base nas vertentes teóricas adotadas, o texto pode ser concebido como o lugar de interação entre o sujeito autor e o sujeito leitor na construção dos sentidos que sempre são múltiplos. Dessa forma, iremos priorizar neste estudo, especial atenção para a leitura, interpretação e produção de sentidos levando em conta que o texto não é um amontoado de frases gramaticalmente bem escritas, mas um todo organizado de sentido em defesa de uma tese.
Por isso, para dar conta de todas as competências exigidas e avaliadas na prova de redação do ENEM é que realizaremos atividades de leitura, compreensão, interpretação, reflexão e debate de textos para, na sequência, realizarmos o momento da produção textual.


OBJETIVOS

GERAL

·                    Auxiliar a escrever com fluência, argumentação e criticamente sobre textos e assuntos variados, desenvolvendo a competência linguística do aluno capacitando-o a produzir textos de diversos tipos e gêneros, especialmente o dissertativo-argumentativo, usando a linguagem de maneira adequada a seus destinatários, ou seja, adaptando-se a diferentes registros e de forma coerente com seus objetivos e com o assunto tratado.

ESPECÍFICOS

·                    Levar o aluno a ter contato com vários gêneros de texto que circulam em nossa sociedade;
·                    Utilizar adequadamente as diferentes linguagens em diversas situações de comunicação;
·                    Construir argumentos a fim de melhor expor suas opiniões;
·                    Conhecer ou reconhecer o gênero do texto que se lê ou produz adequados às diversas praticas sociais, considerando as peculiaridades inerentes aos domínios discursivos a que pertencem;
·                    Entender o conceito e a estrutura das redações;
·                    Compreender os critérios de avaliação das redações do ENEM;
·                    Aprender os articuladores que encadeiam as ideias nas redações;
·                    Praticar a escrita e a reescrita nas redações.


ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS

Para atingir os objetivos propostos, selecionamos alguns textos obedecendo à linha de abordagem do ENEM, que trabalha com temáticas sociais, políticas, científicas e religiosas. Os textos trabalhados serão coletados semanalmente acompanhando as publicações da mídia impressa e digital já que o tema da prova de redação é escolhido com base nessas publicações. Criaremos um mural de notícias e um banco de dados.
Os alunos participantes do projeto serão atendidos em dois turnos: um grupo com aulas pela manhã que contará com uma turma de aproximadamente 25 alunos e outro grupo à tarde que também terá a mesma quantidade. Nas aulas, os alunos exercitam a reflexão sobre os temas e são orientados a selecionarem argumentos para defenderem o posicionamento que assumiram.
Além das leituras e da diversidade de temas, também estudaremos o texto em sua microestrutura e macroestrutura, como também as cinco competências avaliadas nos textos.
Os temas serão debatidos em rodas de discussão dando oportunidade a todos do grupo apresentar sua tese e defender de forma sucinta. Após o debate, os alunos receberão as instruções necessárias para realizarem a etapa de escrita que prevê a redação de um texto nos moldes exigidos pelo ENEM. Usaremos como estratégia a reescrita de cada texto que forem produzidos por eles ainda como forma de aprimorar a competência I que trata do uso da norma padrão da língua, como também para reforçar as outras competências. Ver fotos (anexo 5)







DESENVOLVIMENTOS DAS AÇÕES – SEGUNDO SEMESTRE DE 2016


O segundo semestre iniciamos nossas atividades com os bolsistas Diogo Costa, Jamylli Ferreira, Luana Raquel, Marielly Barbosa e Maria Renale, já que alguns tiveram que deixar o projeto por motivo da conclusão do curso. Após a volta do recesso escolar, era necessário também fazermos um planejamento das ações mais relevantes e eficazes, por isso optamos por SD e rodas de leituras. Para isso dividimos os bolsistas em duas frentes: Diogo, Maria Renale e Luana Raquel ficariam com sequência didática com o foco nas cinco competências do Enem.  Nas rodas de leitura ficou com Jamylli Ferreira e Marielly Barbosa.  A nossa SD ficou assim:

Projeto PIBID – Sequência Didática – Texto dissertativo-argumentativo

INTRODUÇÃO: A presente sequência didática está voltada para a leitura e a escrita do texto dissertativo-argumentativo. Nesta SD será abordado o ensino de gêneros textuais por meio da utilização de um modelo de trabalho definido por Dolz, Noverraz e Schneuwly.
PÚBLICO ALVO: alunos da 3ª série do Ensino Médio (período 14 aulas ou mais)
CONTEÚDO: O gênero dissertativo argumentativo - Leitura, Oralidade e Escrita.
TEXTO-BASE: Cidadão do Século XXI
TEXTOS DE APOIO: A família tradicional e a família moderna, O perigo da intolerância religiosa, Sustentabilidade e competitividade responsável, As redes sociais digitais: necessidade ou vício?  Mídia e o culto à beleza do corpo. Vejamos alguns momentos do desenvolvimento e produção dos alunos no anexo (5)
A outra frente que havia ficado com rodas de leitura optou pelo Projeto “Poesia em sala” que foi bem aceito pelos alunos talvez pela carência no quesito leitura, do pouco conhecimento com o universo poético, e de algumas deficiências com relação a oralidade dos alunos, foi montada uma proposta de oficina que visasse a apresentação da poesia a esses alunos e que lhe propusessem também uma forma de trabalhar sua expressividade.
Em sala, a estrutura de “panoptismo” foi quebrada, as carteiras foram colocadas em circulo na tentativa de criar uma atmosfera mais descontraída e intimista. Foi feita uma seleção de poemas a partir de um tema universal, o amor, e estes poemas foram distribuídos para os alunos.
Os poemas foram apresentados de maneira interrogativa, tendo em vista não apenas uma exposição, mas um diálogo, a construção dos possíveis sentidos daquele texto e a diferenciação que a poesia apresenta a cada leitor, as múltiplas possibilidades de significação que a subjetividade poética possibilita, foi investigada as interpretações dadas pelos próprios alunos. Os textos também foram discutidos de maneira crítica, levantando questionamentos, aceitações ou discordâncias, posicionamentos positivos e negativos com relação aos conteúdos dos poemas ou da própria poesia em si.
A poesia possibilitou ainda a abordagem da oralidade em sala. O trabalho já seria um ganho com a própria leitura dos poemas na classe, mas a poesia possibilitou ir além da leitura e trazer para eles a recitação, que além de exercitar a leitura oral trabalhou também a expressividade de cada leitor e cada texto proposto.  E com isso fechamos nossas atividades em sala. Vejamos fotos (anexo 6)








OUTROS MOMENTOS E AÇÕES QUE PRECISAMOS ACRESCENTAR

1. Revisão Enem – Atividade preparada pelos alunos bolsistas em um momento de aprendizagem e descontração. Fotos: Anexo (7)






2. O aluno Antonio Gomes da Silva Junior foi um dos ganhadores do concurso: O Ministério da Educação do Brasil (MEC) e o Setor Educacional do MERCOSUL (SEM), por meio de sua Assessoria Internacional do MEC, têm o prazer de anunciar os vencedores do “Concurso Histórico-literário Caminhos do MERCOSUL – Convocatória 2016”.  TEMA: “Integração Regional: Por uma educação sem barreiras e fronteiras”. Participação e Inclusão no MERCOSUL. Antônio Gomes da Silva Júnior, Cuitegi – PB. (Anexo 8)




3. Outro momento que tivemos a alegria de sermos contemplado foi estarmos na semifinal das Olimpíadas de Língua Portuguesa na categoria artigo de opinião com o aluno -  Antônio Gomes da Silva Júnior. (Anexo 9)







AS PRODUÇÕES EM SEMINÁRIOS E CONGRESSOS

      Além de todas as ações desenvolvidas pelos pibidianos durante o ano, nas quais participavam de forma efetiva junto à comunidade estudantil, desenvolvendo as intervenções dentro dos conteúdos panejados para o ano letivo, também tivemos algumas produções fora do contexto escolar. Podemos ver o caso de Luana Raquel com o  I Simpósio de Gênero, Sexualidade e Educação;
I Simpósio de Letras em Movimento e Seminário de Letras. Como também no Enalet os alunos Diogo Pereira e Jamylli Ferreira em coautoria com a professora Maria das Dores Justo apresentaram duas comunicações  que tem como titulo  - Letramento literário: o uso do gênero conto nas aulas de LP  no ensino médio e o Ensino da leitura aos alunos do 9º ano através do gênero crônica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
      O projeto LEITURA e ESCRITA: PORTA ABERTA PARA O FUTURO teve como função primordial resgatar o valor da leitura e da escrita como ato de prazer e requisito para emancipação social e promoção da cidadania.  É através da leitura o que o ser humano consegue se transportar para o desconhecido, explorá-lo, decifrar os sentimentos e emoções que o cercam e acrescentar vida ao sabor da existência.  Pode então, vivenciar experiências que propiciem e solidifiquem os conhecimentos significativos de seu processo de aprendizagem. Podemos perceber que, do hábito  de  leitura  dependem  outros  elos  no  processo  de educação.  Sem ler, o aluno  não  sabe  pesquisar,  resumir,  resgatar  a  ideia  principal  do texto,  analisar,  criticar,  julgar,  posicionar-se com argumentos convincentes capaz de defender seu ponto de vista respeitando o do outro. Além desse projeto que focava não só a leitura como também a escrita, tivemos outros que aos poucos foram auxiliando os alunos no desenvolvimento dessa capacidade tão inerente ao ser humano que é ler e escrever.


























REFERÊNCIAS

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BRASIL. PCN – Parâmetros curriculares nacionais – Língua portuguesa. Secretaria de Educação -Rio de Janeiro: MEC/DP&A, 2000.
BRONCKART, J. P. Atividades de linguagem, textos e discursos: Por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 2012
DOLZ, J; SCHNEUWLY, B. Os gêneros escolares – Das práticas de linguagem aos objetos de ensino. Revista Brasileira de Educação, ANPED, 2011
EMERSON, Caryl. Polifonia, Dialogismo, Dostoievski. IN: ______. Os cem primeiros anos de Mikhail Bakhtin. Tradução Pedro Jorgensen Jr. Rio de Janeiro: DIFEL, 2003.
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KOCH, I G. V. A Coesão Textual. 21ª ed. São Paulo; Contexto, 2009.
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