PROFESSORA
SUPERVISORA: MARIA DAS DORES JUSTO –
BOLSISTAS PIBID:
ANDREIA RAFAEL DE
ARAÚJO
JACYELI MACENA
QUIRINO DE LUNA
VALDECI JOÃO DA SILVA
ANA PAULA PEREIRA
JULIANA DA SILVA
CABRAL
JANAÍNA DA COSTA BARBOSA
(colaboradora)
AÇÕES INICIAIS DO PIBID-LETRAS NA EEEFM PROF. JOSÉ SOARES DE CARVALHO/ PIBID/ CH/ UEPB
1. APRESENTAÇÃO
Este relato descreve a nossa atuação
(supervisora e bolsistas) do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência) na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio
Professor José Soares de Carvalho, referente ao início das atividades do ano em
curso. Através do Subprojeto Língua Portuguesa e da participação de 05
bolsistas e mais um colaborador estamos procurando desenvolver atividades que
articulem os saberes teóricos com os saberes práticos, buscando assim, discutir
as dificuldades e ampliar as possibilidades do ensino de Língua Portuguesa
ministrado nessa escola.
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e
Médio Professor José Soares de Carvalho está situada à Rua Henrique Pacífico
S/N- Bairro- Primavera. A estrutura física da escola é formada por 19 salas de
aula que funcionam nos três turnos, nas modalidades Fundamental, Médio e EJA,
possui também laboratório de informática, de ciências, laboratório de robótica,
biblioteca, sala de vídeo, arquivo, e um ginásio poliesportivo ao lado da
escola. Temos também dois projetos que vêm sendo desenvolvidos com bastante
sucesso na escola. São eles: o Mais Educação e o “Alumbrar”. Aquele visa
aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola para melhorar o desempenho
escolar e este corrigir a distorção idade/série.
2. AÇÕES
Após conhecer as turmas, os bolsistas e o
professor supervisor decidiram sentar e planejar o que seria adequado dentro do
programa de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Ensino
Médio, seguindo também a orientação dos coordenadores do Subprojeto , como
seriam as intervenções. Na nossa escola a disciplina de LP é trabalhada em três
frentes, o que ficou definido da seguinte maneira: Gramática, ou seja, a norma
culta, a Literatura Brasileira e a Produção Textual. São nesses conteúdos que
os bolsistas precisam fazer as intervenções necessárias. Inicialmente,
precisamos apresentar as turmas que iremos trabalhar. Ao todo temos cinco
turmas, sendo três 3ª série do ensino médio e duas 2ª série também do mesmo
nível. Como a maior parte de nossas turmas vai fazer o ENEM e precisam
desenvolver bem o texto dissertativo-argumentativo e sabendo das suas
dificuldades, principalmente na competência 1 (um). Para isso, sugerimos
diversos temas para que eles escolhessem e fizessem no mínimo 4 (quatro) textos
argumentativo-dissertativos. De posse desses textos, observamos de fato os
pontos mais problemáticos e que precisaríamos fazer as intervenções
necessárias. Partindo desse princípio, definimos elaborar algumas sequências
didáticas para tentarmos reverter esse quadro preocupante o qual nos deparamos.
Os conteúdos que iremos trabalhar a partir da próxima semana via sequencia
didática são os seguintes: Acentuação, Concordância Verbal e Nominal, Regência
Verbal e Nominal, Crase, Coesão e Coerência. Todos esses conteúdos serão
trabalhados dentro dos gêneros textuais, principalmente os dissertativos-argumentativos,
porém explorando outros para prática de leitura.
Outro ponto que detectamos logo no início de
nossas atividades foi com relação à biblioteca da escola. Identificamos que ela
estava sendo pouco visitada pelos alunos.
Ao perguntamos sobre o assunto eles nos informaram que era por falta de
opção de livros. Consultando o livro com de empréstimos descobrimos que os
mesmos não estavam sendo devolvidos. Por isso, resolvemos, juntos com os alunos
das 2ª séries A e G, fazermos uma campanha para que os livros sejam devolvidos
a biblioteca da escola. Para esse fim eles estão produzindo cartazes para
posterior campanha. (anexo)¹. Além
dessas atividades que estão sendo desenvolvidas, podemos destacar os seguintes
projetos/trabalhos:
1. Criação de um site http://nossalinguaeagalera.wix.com/pibid.
Vejamos o alcance desse projeto:
Web Site como Mediador de
Leitura e Letramento
Diante do advento de tantas ferramentas e
mecanismos digitais, a escola tende a adotar uma nova postura para que estas
ferramentas e mecanismos sejam incorporados aos processos didáticos de ensino
em todas as áreas de conhecimento. Apesar dessa nova perspectiva educacional,
ainda é comum que as escolas e principalmente os docentes ainda resistam a se
apropriarem criticamente desses saberes de natureza tecnológica. Partindo desse
novo contexto educacional de ensino-aprendizagem, criamos o site “NOSSA LÍNGUA E
A GALERA” como objeto de ensino de leitura, que também pode auxiliar o
desenvolvimento da escrita, uma vez que, a produção textual posterior à criação
do site será de autoria dos alunos da Escola. Para tanto, realizamos um diálogo
com Soares (2004) no sentido de refletir sobre a questão da leitura em uma
perspectiva de letramento e, também, contribuições teóricas de Marcuschi (2000)
e Xavier (2004) que nos permite vislumbrar possibilidades de utilizar os
recursos tecnológicos existentes na sala de aula, de forma produtiva. E ainda,
com Lévy (2009) que nos faz ver e entender a concepção de ciberespaço e
transformações ocorridas neste campo, e ainda, suas implicações nas leituras e
escritas virtuais. Compreendemos que o uso do site como objeto de ensino de leitura
e escrita deve ser incentivado, uma vez que, além
de estimular a criatividade, configura-se como veículo de informação e
compartilhamento de conhecimentos e experiências.
2.
Criamos
um grupo do Whatsapp com a turma do 2º A
Com o objetivo de perceber a relação da turma
com o professor; analisar os pôster com
relação a matéria; analisar a linguagem informal em contraponto com o
internatês; a recepção do conteúdo dado. Os “Print’s” das conversas serão utilizadas
para posteriores análises.
3.
Livros
de leitura obrigatória para a realização do nosso projeto intitulado: “Gincana
Oscar de Literatura Brasileira”: 2ª e 3ª Séries.
O projeto tem como objetivo geral levar o
aluno a ver a leitura literária como um processo transformador e aberto a
dialogar com outras linguagens na sua própria natureza interdisciplinar do ato
de ler que envolve contribuições de diversas áreas.
Estas
obras são para as leituras da 2ª série.
Iracema e Senhora -
José de Alencar
O seminarista –
Bernardo Guimarães
Romeu e Julieta –
Shakespeare
Memórias de um sargento de
milícias – Manuel Antônio de Almeida
A culpa é das estrelas -
John Green.
Para
os terceiros anos serão as seguintes:
-
Menino de engenho – José Lins do
Rego;
-
Vidas secas e São Bernardo - Graciliano
Ramos;
-
O quinze - Raquel de Queiroz;
- Morte
e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto;
- Usina
- José Lins do Rego.
4.
AULA
DE CAMPO - ROTEIRO – 2015
-
Arquivo Histórico do Estado da Paraíba
-
Museu José Lins do Rego
-
Academia Paraibana de Letras
-
Engenho pau d’arco – casa de Augusto dos Anjos – Sapé.
5.
O
Projeto “Litera Cine”, que será desenvolvido em contra turno da seguinte forma:
Serão encontros em uma sala específica,
pois iremos alternar leituras e filmes. Os textos e os filmes serão escolhidos
previamente e divulgado para os participantes. Procuraremos relacionar o tema
ou os temas do filme com os textos e vice versa. Será uma espécie de roda de
leitura com discussões visando aumentar o interesse e as diversas
possibilidades de leitura dos alunos participantes. O
objetivo geral desse projeto é desenvolver o processo da leitura por meio da
relação entre literatura e cinema na sala de aula. Busca também responder a
pergunta: É possível desenvolver a leitura utilizando o cinema como contraponto
à linguagem literária? Sob as perspectivas da ação, a supervisora, bolsistas e
os alunos da Escola José Soares de Carvalho, utilizarão a literatura aliada ao
cinema para o desenvolvimento da proposta na tentativa de responder ao
questionamento. Contamos como instrumentos de pesquisa: a observação do meio;
produção de textos embasados no desenvolvimento do projeto e o relato das
atividades desenvolvidas. Temos a
perspectiva de um processo com a possibilidade do uso do recurso multimídia
como pressuposto ao desenvolvimento da leitura, mas também o papel ativo do
professor, bem como a importância dos estudos das diferentes formas de
linguagem que influenciam o mundo de hoje.
RELATÓRIO FINAL 2015
MULTILETRAMENTO NA
ESCOLA: DIVERSAS LINGUAGENS, LITERATURA & WHASAPP
INTRODUÇÃO
O termo letramento tem sido pesquisado
por muitas e diferentes teorias e teóricos por décadas. No entanto, mais
recentemente, o foco desses estudos tem mudado da mente do indivíduo para a
prática social na qual os indivíduos participam. Esse novo foco tem sido
denominado de ‘virada social’ (GEE, 2000a) ou ‘virada sociocultural’
(LANKSHEAR, 1999), e isso representa um novo paradigma em termos de estudos do
letramento. Sob esse novo paradigma, dois campos teóricos parecem emergir: os
Novos Estudos do Letramento e os Multiletramentos.
Segundo os percussores, Cope e
Kalantzis(2001) e outros pesquisadores desse grupo afirmam que – o termo
multiletramento enfatiza duas mudanças importantes e correlacionadas. A
primeira é o crescimento da importância dada à diversidade da linguística e
cultural; isto é, em mundo globalizado, precisamos negociar diferenças todos os
dias. A segunda é a influência da linguagem das novas tecnologias. O significado
emerge de modos variados (multimodais) – escrita, imagens, movimento, áudio o
que requer um conceito de letramento novo e multimodal, principalmente no
letramento visual, em que a importância social da imagem tem aumentado de forma
considerável.
É necessário fomentar que muito antes
do surgimento do computador, já havia o conceito de letramento (do inglês
literacy) para nomear as práticas sociais de leitura e escrita. Desenvolvidas
dentro de uma “cultura do papel” ou “cultura do impresso”. Essas práticas
possuem objetivos específicos e modificam-se conforme os valores e as
ideologias de um contexto peculiar (cf. STREET, 1984; CHARTIER, 1999; KLEIMAN,
1995; SOARES, 2002; 2004; entre outros)
Bartlett (2007) apresenta a concepção
de múltiplos letramentos como o uso de leitura e escrita em inúmeros contextos.
Entre esses contextos, destacam-se cada vez mais, os usos linguísticos sob
formas multimodais (multiletramentos), muito comuns na tecnologia presente nas
práticas discursivas do mundo moderno. Lemke (2010) pondera que todo letramento
é multimidiático, porque o sujeito nunca pode construir significado com a
língua de forma isolada. É necessário considerar que os letramentos são sempre
sociais, constituem-se em gêneros e devem ser definidos com respeito aos
sistemas sígnicos empregados, às tecnologias e materiais usados e aos diversos
contextos sociais de produção, circulação e recepção de um gênero particular.
Assim podemos afirmar que o conceito de
multiletramento vem sendo fomentado há décadas através da prática do letramento
que ainda hoje se apresenta como tema polêmico. Talvez seja devido a sua
complexidade e variação dos tipos de estudos que se inserem nesse padrão. Dessa
forma, podemos observar que há dificuldade para encontrar uma definição para o
conceito. Assim, definimos hoje o letramento como um conjunto de práticas
sociais que utilizam a escrita, enquanto sistema representativo e tecnológico,
em contextos diversos. O letramento supera o mundo da escrita com a que ele é
responsabilizado pelas instituições que se assume de introduzir formalmente os
sujeitos no mundo da escrita.
Nas práticas sociais pós-modernas, os
cidadãos estão cada vez mais sendo expostos à leitura de textos que misturam
escrita, layout, imagens, som e objetos 3D. Entretanto, apesar do uso intensivo
da imagem fora do ambiente escolar, ainda é insuficiente a sistematização do
uso dessas imagens para fins pedagógicos.
JUSTIFICATIVA
Vivemos em um mundo
globalizado e midiático, onde os nossos jovens levam na mochila da escola, um
Smartphone com conexão wireless. Tudo ao redor dos jovens de hoje oferece
conexão 24 horas por dia nas mais diversas redes sociais. Como deixar de lado
todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar à
leitura de um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras e letras
inertes, exigindo concentração para serem decifradas?
Eles estão acostumados com a
praticidade das redes sociais, com as palavras abreviadas das mensagens de
texto do celular, mas em outro momento se deparam com uma realidade gramatical
totalmente oposta, principalmente, quando se trata dos clássicos da
Literatura Brasileira. Na busca e na inquietude para entender o universo de
nosso aluno, parece que há uma pista importante fornecida por autores que
assinalam a centralidade da imagem e das novas tecnologias em nosso cotidiano.
As novas gerações convivem com esta
proliferação de imagens e de novas tecnologias. A centralidade da imagem nos
remete a outra importante reflexão: a do significado do livro. Em uma sociedade
onde as mídias ganham cada vez maior importância, principalmente aquelas
relacionadas à difusão das imagens, o papel da leitura e da escrita parece
sofrer uma modificação.
A escolha do tema do nosso projeto o
qual se intitula – “Multiletramentos na escola: diversas linguagens, literatura
& WhatsApp” surgiu com a necessidade de trabalhar a Literatura/Leitura de
forma diferenciada. Para que os nossos alunos se sintam atraídos e envolvidos
com a forma de se dar a ler as obras clássicas que serão propostas para a
realização da leitura. Sabemos que é um dos pontos a serem considerados nessa
etapa na vida desses alunos, pois a inserção da Literatura Brasileira só
acontece quando eles chegam ao Ensino Médio.
Daí a escolha desse tema que certamente
irá atraí-los e envolvê-los no desenvolvimento e sucesso do mesmo. Já que o
tema gira em torno dos multiletramentos na escola, envolvendo também o
aplicativo WhatsApp, podemos perceber, porém, que estamos tratando de dois
objetos distintos: literatura/leitura e WhatsApp. O primeiro dá-se a conhecer
pelo seu estrato fônico-linguístico, pelas unidades de significação, pelas
objetividades apresentadas e pelos aspectos esquematizados, elementos materiais
que compõem seu sistema semiótico e determina sua literariedade. E o segundo é
um aplicativo, enquanto um meio de interação social. A sua inclusão nesse
processo de multiletramentos foi de fundamental relevância, graças a sua
funcionalidade, aplicabilidade, contextualizando todo seu manuseio, desde o
ambiente onde se encontra até ao fim desejado - conversação em tempo real.
Ao escolher do WhatsApp (WA) foi para
através desse aplicativo podermos discutir de forma mais dinâmicas sobre os
filmes e as obras clássicas, aproximando os alunos das obras e fazendo com que
eles vejam que aquela distância que por ventura existiu entre ele e aquela obra
que no momento entrar em discussão será dissipada. Uma vez que se trata de um
dispositivo que possibilita a comunicação em tempo real, disponibilizando uma
série de recursos que enriquecem o diálogo virtual, como vídeos, fotos,
mensagens de voz, compartilhamento de lugares.
Esperamos que, as metas que pretendemos
alcançar com a execução desse projeto possa contribuir diretamente para
transformá-los em leitores crítico-reflexivos para que que possa interagir não
só nas redes sociais mais em diversos contextos.
OBJETIVOS
GERAL
Oportunizar situações
que contribuam para a formação do leitor crítico-consciente para agir em
diversos contextos através do uso integrado da literatura/leitura, de
diversas linguagens e do WhatsApp.
ESPECÍFICOS
Efetuar leituras
compreensivas e críticas;
Questionar as
leituras efetuadas em relação ao seu próprio horizonte cultural;
Levar o aluno a
identificar-se como sujeito que pode sentir, pensar e transformar;
Construir Histórias
em Quadrinhos a partir do enredo da história e de outras situações;
Criar roteiro para
vídeo clipe dos romances e contos envolvendo música, filmagem e trechos
escritos;
Promover o encontro
dos alunos com a linguagem literária aliada a linguagem fílmica;
Reeducar habilidades
de leitura, análise e interpretação das linguagens mencionadas;
Compartilhar
conteúdos de forma dinâmica propondo exposição de opinião, debates
e incentivando a aprendizagem.
AÇÕES PIBID 2015
DESENVOLVIMENTOS DAS
AÇÕES – PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015
Os trabalhos começaram no mês de abril
com os bolsistas, Andreia Rafael de Araújo, Ana Paula Pereira, Jacyeli Macena
Quirino de Luna, Juliana da Silva Cabral, Valdeci João da Silva e
Janaína da Costa Barbosa (esta como colaboradora). Nesse primeiro semestre as
intervenções foram feitas em cima desses temas: estudo de algumas obras do
Romantismo brasileiro e Gêneros textuais narrativos (nas 2ª séries), Revisão
das escolas literárias até o Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e Gêneros textuais argumentativos (nas 3ª
séries). Fizemos um levantamento de alguns clássicos da
Literatura Brasileira condizente com os movimentos literários que iríamos
trabalhar naquele momento. Para a 2ª série, como estávamos trabalhando com o
Romantismo brasileiro – escolhemos as seguintes obras: A Moreninha de Joaquim
Manuel de Macedo, Senhora e Lucíola ambas de José de Alencar. Para a 3ª série, em se tratando do
Pré-Modernismo e Modernismo Brasileiro, optamos pelas seguintes obras: A
Bagaceira de José Américo, Menino de engenho e Usina ambas de José Lins do
Rego, Vidas secas e São Bernardo ambas de Graciliano Ramos e Capitães da areia
de Jorge Amado.
Para o desenvolvimento dessas
atividades os bolsistas se dividiram em grupos, ou até mesmo individual, mas
cada um teve a sua participação de forma que todos deram a sua contribuição.
Para trabalhar melhor os textos literários referentes ao Romantismo brasileiro,
tivemos que dividir em três etapas: primeiro trabalhamos os romances,
selecionando os mais representativos, depois os poemas, que seguiram também os
mesmos passos, para depois apresentarmos para os alunos o teatro e sua
importância no contexto romântico. Começamos por Andréia
que atuou na turma da 2ª série utilizando-se de uma oficina com abrangência geral sobre o
Romantismo, intitulada “*Dominó Literário” que foi muito produtiva. Anexo(1)
Como podemos constatar através de fotos(Anexo 2):
O
“Dominó Literário”, é um jogo
escolar que tenciona abordar a literatura de modo diferenciado, fazendo com que
o ensino literário não seja enfadonho mas sim uma prática significativa para os
alunos. Esta oficina foi tirada do livro de Rildo Cosson (2006) que versa especialmente
sobre o ensino de literatura: “Letramento
Literário: teoria e prática”. Também foi aperfeiçoada através de seu uso
publicado em uma página do Facebook chamada Folhetim Literário, o qual o
administrador dispôs o material que poderia ser confeccionado o dito jogo. Na página
havia a publicação das perguntas e respostas, ideia operacionalizada com o
assunto de literatura portuguesa no Realismo Português, que posteriormente foi
readaptada ao assunto abordado.
Os
objetivos que nos propomos a alcançar foram:
·
Revisar o
assunto literário através da oficina Dominó Literário;
·
Garantir de
forma didática e lúdica a aprendizagem, utilizando a teoria sobre o letramento
literário na aula de Língua Portuguesa;
·
Aplicar formas inovadoras
no tocante ao ensino de literatura no Ensino Médio.
Desse
modo, o procedimento ocorreu em sala de aula. Separamos os alunos em
agrupamentos, o grupo deveria eleger dois representantes que ficariam com a
responsabilidade de jogar as peças do Dominó, podendo entrar em discussão com
seus colegas acerca das perguntas e respostas apresentadas no jogo. O jogo
seguiu sem dificuldades à medida que as peças iam sendo lançadas na mesa os
alunos pouco demoravam para apresentar o encaixe que estaria, respectivamente,
a resposta. Assim podemos dizer que eles aprenderam “brincando”. Por isso
concordamos com esta afirmativa de Cosson (2006, p. 12):
O
letramento literário, conforme o concebemos, possui uma configuração especial.
Pela própria condição de existência da escrita literária [...] o processo de
letramento que se faz via textos literários compreende não apenas uma dimensão
diferenciada do seu uso social da escrita, mas também, e sobretudo, uma forma
de assegurar seu efetivo domínio.
Portanto,
o dominó literário foi uma tentativa lúdica de ensinar literatura, visto que “a
literatura é plena de saberes sobre o homem e o mundo” (COSSON, 2006, p. 16). Nele
solicitou-se a participação de alunos do 2º ano da Escola Estadual de Ensino
Médio Soares de Carvalho, situada em Guarabira-PB. O intuito foi finalizar o
assunto sobre Romantismo Brasileiro com uma oficina na qual os alunos testariam
seus conhecimentos e simultaneamente seriam avaliados pela professora.
Tivemos também as intervenções
dos licenciados Valdeci José e Jacyele Macena com aulas expositivas sobre as
escolas literárias e discussões acerca das obras citadas anteriormente. Vejamos
algumas fotos sobre essas intervenções que aconteceram nas 2ª séries.
Nesse ínterim, enquanto
estávamos trabalhando em sala com essas atividades pragmáticas, criávamos
também alguns mecanismos com objetivos de aprimorar mais a aprendizagem. Em
nossos encontros pedagógicos surgiu a ideia de criarmos um grupo no whatsapp* para podermos interagir com eles. Para
isso, nas 2ª séries sobre a responsabilidade das licenciandas Andreia Rafael e
Ana Paula Pereira, criou-se o grupo “Os vencedores” que foi muito proveitoso,
pois com essa nova ferramenta, passamos a nos comunicar de forma mais informal.
Anexo(3).
No contexto social da
atualidade temos várias redes sociais disponíveis para diversos usos, como:
diversão, entretenimento, negócios, educação e muitos outros. Muitas vezes,
como professores, deixamos tais ferramentas de lado, expressando certo receio e
preconceito quanto ao uso das mesmas. Assim nos distanciamos da realidade do
nosso alunado, às vezes por medo de perder o controle ou pela falta de domínio
das novas tecnologias, nos abstendo das novidades que podem facilitar nossa
prática docente.
Entre as redes
disponíveis, destacamos o aplicativo WhatsApp como uma boa ferramenta de
interação e aprendizagem para nós e nossos discentes. A escolha foi pela
praticidade, o baixo custo e alta disseminação dos conteúdos ali
compartilhados. Essa iniciativa vem caracterizar uma mudança de postura diante
do uso das novas tecnologias e ensino e também estreitar a relação, por vezes
conflitante, entre professor e aluno. Sabemos que não podemos perpetuar as
práticas há muito instauradas e engessadas, em que a razão está apenas com o
docente e onde as novidades da sociedade são abolidas do contexto escolar.
Propomo-nos a abrir um
espaço para a livre expressão dos alunos desenvolvendo sua criticidade e
possibilitando a prática do multiletramento, a partir das multimodalidades e
multisemioses disponíveis no aplicativo. Traremos um relato de como está
ocorrendo esse processo e quais os maiores ganhos que estamos tendo durante o
projeto. Vale salientar que o uso do aplicativo com o objetivo educacional
rende vários frutos para qualquer docente que se abra à possibilidade.
Esta proposta foi
apresentada à turma da 2a Série do Ensino Médio da Escola Estadual José Soares
de Carvalho. A turma é bastante diversa, composta por 25 alunos e possui alguns
que gostam muito de estar conectados o tempo inteiro. Ou seja, perfil perfeito
para o projeto.
Para
iniciarmos o projeto, a proposta foi apresentada à equipe PIBID LETRAS – UEPB
para aceitação e definição dos objetivos e metodologia. Na reunião foram
definidos quatro objetivos:
- Dinamizar a
relação da turma com a equipe e a professora.
- Compartilhar
conteúdos de forma dinâmica propondo exposição de opinião, debates e
incentivando a aprendizagem.
- Conferir o
retorno acerca dos assuntos trabalhados em sala.
- Analisar a
linguagem “internetês” x “informal incorreta”
Após
aprovado o projeto, apresentamo-lo aos alunos da turma escolhida. Acreditem:
houve receio por parte deles! Para a turma possuir tal contato com a figura do
professor é como a “invasão de um predador em seu habitat natural”. Porém logo
essa barreira foi vencida. Recolhemos os números dos alunos e montamos o grupo
denominado “Os vencedores” (Imagem 1), no qual os sete componentes do PIBID
LETRAS – UEPB são os administradores.
O grupo foi criado dia 17 de maio de
2015 (Imagem 2) e desde então está aberto este canal de debate e interação em
que os alunos conversam, fazem pesquisas, postam, recebem conteúdo do currículo
e extracurriculares, sempre prezando pelo bom funcionamento e harmonia do
grupo, conforme a imagem 3 ilustrativa:
Com calma, escolhemos alguns posts
relacionados aos assuntos e que podiam interessar a eles, assim incentivamos a
participação e os próprios alunos passam a fazer posts e abrir debates entre
si. Além de poder tirar dúvidas sobre exercícios e questionários. A equipe
propõe-se a analisar como está a relação e fazer “prints” para análise
posterior, inclusive com os próprios alunos em sala de aula.
No grupo eles tem expressado opiniões
consistentes e colaborado com as discussões e pesquisas. Isso demonstra uma
melhoria nas relações interpessoais da turma. O reconhecimento por parte dos
discentes de que esse canal aberto com o PIBID LETRAS – UEPB é benéfico para
eles também já se nota. Ao postar links com conteúdo de sites, portais ou blogs
eles automaticamente podem entrar na rede pelo provedor de internet do celular
e ter acesso a esses materiais.
Um
exemplo foi o link de um vídeo do Youtube relacionado ao Ultrarromantismo
Brasileiro de uma obra de Álvares de Azevedo (Imagem 4), sobre o conflito de
Ariel e Caliban. Logo que postado, o link pôde facilmente ser acessado por eles
através da rede de dados ou Wi-fi.
Aos poucos o conhecimento vem sendo construído em conjunto e quanto maior a
participação e interação deles mais satisfatório será o resultado final, pois
propomo-nos a exercitar de forma benéfica um conhecimento já intrínseco a eles,
direcionando-o a aprendizagem. Possibilidade desconhecida deles que aos poucos
vem tornando-se rotineira.
Esse
tema rendeu ricas discussões, pois ao ser o tema abordado em sala naquele
período, os alunos mostraram que estavam aprendendo sobre o Romantismo
Brasileiro e simultaneamente interagiam tanto presente, como virtualmente. Com
isso podemos ver que a aprendizagem móvel pode ter êxito, trazer as TIC
(Tecnologias de Informação e Comunicação) para o âmbito escolar pode ocasionar
resultados benéficos no tocante do ensino/aprendizagem. No intuito de instigar
sobre tal assunto, foi proposto um desafio (Imagem 5):
Percebemos a assiduidade e engajamento
dos alunos no projeto perante essas respostas, que por sinal, estão coerentes:
justificadas e exemplificadas. Desse modo, o Whatsapp aqui não está sendo usado
de maneira banal, sem finalidades, está sendo usado como uma ferramenta eficaz
para facilitar, com sua versatilidade, o processo de ensino e respectivamente,
a aprendizagem.
Sendo
assim, diante de tal experiência, salientamos a importância de adentrar no
mundo dos nossos jovens discentes. O uso de aplicativos como o Whatsapp, por
sua vez, facilitam muito tal aproximação. Porém, como é visível nosso objetivo
foi mostrar um novo viés do uso desse aplicativo, principalmente no que diz
respeito ao uso didático, em sala de aula, para fins educacionais.
Tratando-se
do envolvimento dos alunos nesse projeto, categorizamos que foi assídua. Desse
modo, a ação educativa foi construída mutuamente, ou seja, alicerçada através
da participação de todos, ocasionando, assim, um trabalho colaborativo, no qual
os agentes (usuários) foram, simultaneamente mediadores e receptores do
conhecimento. Portanto, diante de uma geração tão conectada à Internet e,
consequentemente, ao supracitado aplicativo em voga, uma alternativa viável foi
aliar, estrategicamente, o método educacional ao uso atrativo dessas mídias
digitais.
Nos conteúdos de
gêneros textuais e seguindo o programa da 2ª série, trabalhamos o gênero cartaz
e anúncio publicitário. Além das orientações sobre esse gênero, pedimos para
que eles produzissem alguns anúncios relacionados com a leitura e cinema.
Vejamos as produções de alguns grupos:
Na 3ª série, além da leitura e discussão dos
clássicos citados anteriormente, criamos também uma página no facebook para que
todos os slides que apresentássemos em sala colocaríamos na página, como também
as sugestões de temas da redação do ENEM 2015.https://www.facebook.com/photo.php?fbid=702430533203025&set=gm.1550534481880381&type=3
SEGUNDO SEMESTRE DE
2015
Iniciamos o segundo semestre com a
reunião habitual com os pibidianos para discutirmos as ações desse semestre.
Definimos pela continuação do grupo “O vencedores” no whatsapp e como estávamos acompanhando os resultados positivos com esse grupo, optamos pela criação de mais um grupo dessa feita com outra turma da 2ª série turno tarde. Escolhemos o nome do grupo que se chamou “O futuristas”. Vejamos:
Definimos pela continuação do grupo “O vencedores” no whatsapp e como estávamos acompanhando os resultados positivos com esse grupo, optamos pela criação de mais um grupo dessa feita com outra turma da 2ª série turno tarde. Escolhemos o nome do grupo que se chamou “O futuristas”. Vejamos:
Continuamos também com a nossa página no
facebook. Desta feita com a aproximação da prova do Enem resolvemos
intensificar os possíveis temas de redação.
Incluímos também vídeos para reforçar os conteúdos importantes dessa tão
esperada avaliação. Continuamos com os conteúdos pragmáticos em sala, tanto na
2ª série como na 3ª série. Inicialmente, definimos que os conteúdos que iríamos
trabalhar nas segundas séries A e G, tudo tarde
seriam os seguintes: Literatura brasileira – Realismo e Naturalismo –
para trabalhar esses assuntos, optamos além da parte teórica dessa escolas,
escolhemos algumas obras com seus
respectivos autores que bem representam esses movimentos literários. Eis as
obras escolhidas: Para isso partimos do
conhecimento prévio dos alunos, facilitando assim a aprendizagem, tais como : a
leitura dos contos – Pai contra mãe e Teoria do medalhão , O Alienista, A
Igreja do Diabo e o Espelho, ambos de Machado de Assis. Os romances – Memórias
Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, também de Machado de Assis. Também foram
feitas leituras obrigatórias do Cortiço do Aluísio Azevedo e o Ateneu de Raul
Pompeia.
Além dessas leituras que foram
feitas em grupos, assistimos em sala com eles os seguintes filmes adaptados de algumas
obras, como por exemplo: Capitu( minissérie apresentado pela Rede Globo) e Dom Casmurro(animação); Memórias Póstumas
de Brás Cubas (homônimo da obra narrativa) e Quanto Vale ou é por Quilo –
baseado no conto Pai Contra a Mae de
Machado de Assis e também O Alienista . Dessa ultima obra um grupo escolheu uma
cena da obra e fez um vídeo. Segue em anexo o link no yutube: https://youtu.be/n3aVT_Nz99s.
Os alunos também produziram charges,
histórias em quadrinhos de forma inédita para amostra na escola. Na produção
textual, escolhemos o gênero artigo de opinião. Que foi trabalhado durante
algumas aulas e depois realizado oficinas e o resultado final seria a produção
de um texto com a escolha do tema livre. Feito isso, escolhemos os melhores
textos para que os três melhores artigos de opinião recebessem uma medalha de
honra ao mérito no dia da culminância do projeto. Ainda nesse semestre criamos
um subprojeto que dialogou com o projeto maior que recebeu o título de
“Literacine*”, o qual foi feito em um contra turno. Com isso pretendíamos
aprofundar e valorizar a oralidade do aluno, já que em sala de aula muitas
vezes não temos tempo suficiente para essa atividade de suma importância. Segue
em anexo o subprojeto com as fotos.


LITERACINE*
LITERA CINE: UMA
PROPOSTA PARA O ENSINO DA LINGUAGEM ORAL
O projeto exploratório
visou o envolvimento dos alunos nas artes literária e cinematográficas. O
método empregado intentou primeiramente numa apresentação via Datashow dos
objetivos do projeto condenominado de LiteraCine – justamente a união das duas
linguagens envolvidas. O conhecimento do projeto também se deu através de
conversas generalizadas no aplicativo Whastapp, no qual há um grupo nomeado “Os
Vencedores” destinado aos alunos do 2º ano, que em sua maioria são integrantes.
Tal grupo serviu-nos de suporte para identificarmos a recepção e envolvimento
do alunado no projeto, como também as discussões sobre os variados temas
abordados conforme cada semana de exposição. Antes do início das projeções e
leituras, procuramos conscientizar os alunos sobre a responsabilidade da
participação, baseando-nos no pressuposto da participação assídua e
íntegra. Para tanto, foi criado um Termo
de Compromisso (Anexo 1) que foi preenchido somente por aqueles alunos que estiveram
cientes dos requisitos citados no documento, com isso primou-se uma organização
e controle.
Os procedimentos
metodológicos seguintes consistiram em encontros semanais numa sala reservada
da Escola Estadual de Ensino Médio José Soares de Carvalho. Sala esta que foi
reformada, conforme suas precariedades, a partir da iniciativa voluntária da
mentora do projeto, para fins da confortabilidade dos participantes em questão.
No cronograma planejado determinou-se o mês de Agosto de 2015 para execução das
projeções dos filmes, leituras dos contos e crônicas e discussões dos mesmos.
Os filmes e os textos foram escolhidos de antemão, inclusive com sugestões e
aprovações do alunado. A seguir temos a lista dos filmes assistidos: Os
Narradores de Javé; O clube do Imperador; A voz do Coração; Prova de Fogo e
Mãos Talentosas; e, no que diz respeito à parte literária, destacamos a leitura
dos contos: Furto de Flor de Carlos Drummond de Andrade, Para Maria da Graça de
Paulo Mendes Campos e da crônica Natal na barca de Lygia Fagundes Telles. Os
encontros foram realizados no contra turno, nas segundas-feiras no período
vespertino a partir das 14:00h. Primeiro assistia-se ao filme ou lia-se o texto
e posteriormente fazia-se discussões acerca das temáticas referidas.
Depoimento da Aluna Amanda Barros
2º ano
"A literatura e o cinema constituem dois campos de produção sígnica distintos cuja relação pode se tornar possível em razão da visualidade presente em determinados textos literários.
Falar de leitura de livros nos dias em que vivemos é muito complicado, pois a s crianças, hoje são embaladas pela onda da tecnologia que oferece coisas extraordinárias aos olhos humanos. Uma série de opções são apresentadas a elas com a permissão dos pais e professores.
Como por exemplo, temos os videogames, desenhos animados, computadores, internet, DVDs, jogos, filmes, etc.
A leitura é muito importante, pois além de ser o veículo eficaz contínuo de aprendizagem, também auxilia o desenvolvimento harmonioso da personalidade. É um instrumento de educação, proporciona condições de formar espíritos críticos, e é uma fonte de crescimento interior. Ler não é apenas instruir, mas divertir e enriquecer."
2º ano
"A literatura e o cinema constituem dois campos de produção sígnica distintos cuja relação pode se tornar possível em razão da visualidade presente em determinados textos literários.
Falar de leitura de livros nos dias em que vivemos é muito complicado, pois a s crianças, hoje são embaladas pela onda da tecnologia que oferece coisas extraordinárias aos olhos humanos. Uma série de opções são apresentadas a elas com a permissão dos pais e professores.
Como por exemplo, temos os videogames, desenhos animados, computadores, internet, DVDs, jogos, filmes, etc.
A leitura é muito importante, pois além de ser o veículo eficaz contínuo de aprendizagem, também auxilia o desenvolvimento harmonioso da personalidade. É um instrumento de educação, proporciona condições de formar espíritos críticos, e é uma fonte de crescimento interior. Ler não é apenas instruir, mas divertir e enriquecer."
Definimos também as ações nas
3ª séries, pois temos três turmas e neste momento que estamos iniciando o
segundo semestre e que para eles é decisivo foi preciso mais atenção nos
conteúdos, principalmente na produção textual. Além da preocupação em reforçar
os conteúdos que sustentam a competência I, foi necessário discutir com eles a
importância da Literatura Modernista, principalmente a contemporaneidade. Para
essa parte, utilizamos slides na parte
teórica e os textos dos prosadores modernistas e poetas para leitura e
discussões. Após a conclusão desses conteúdos que eram sempre reforçados com
vídeos e oficinas, partimos para a revisão de todas as competências da redação do ENEM 2015. Preparamos um material
para essa revisão que ficou sobre a responsabilidade de Andreia que se
responsabilizou pela introdução e a tese; Juliana Cabral ficou com o
desenvolvimento e os tipos de argumentos e Ana Paula ficou com a conclusão e a
proposta de intervenção. Fotos:
O SITE: NOSSA LÍNGUA E A GALERA
O objetivo deste trabalho é
evidenciar a importância do “Web site” como um dispositivo
propiciador/facilitador do ensino-aprendizagem dos alunos de escola básica. Para
tal, tomamos como ponto de partida, as necessidades de inserção de novas
ferramentas na sala de aula, tendo em vista as inúmeras inovações tecnológicas
que nos cercam.
A
construção inicial do sítio foi pela aluna Juliana Cabral do PIBID- Língua Portuguesa com a
supervisão da Professora/ supervisora do programa Maria das Dores Justo, na
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Soares de Carvalho, e direcionado
aos alunos do 2º e 3º ano do ensino médio dessa escola, onde a partir de
algumas propostas de produções de gêneros textuais como, propaganda, textos
jornalísticos, notícias e etc., os alunos deram continuidade a produção e
divulgação do site.
. Alguns dos objetivos do site foram:
_ Ensinar os alunos e
professores a utilizar ao máximo os recursos de tecnologia disponíveis no
mercado, de forma a ter ganho de aprendizagem em ambas as partes( Letramento
digital);
_ Compreender no mundo
virtual os procedimentos e conhecimentos tecnológicos, bem como a sua
utilização e serviços disponíveis;
_ Desenvolver a
capacidade de realizar uma série de ações ordenadas adotando um compromisso
coletivo, interativo e colaborativo;
_ Desenvolver confiança
em si próprio e em sua capacidade de pensar, investigar, organizar e colaborar
nas relações e interações da comunidade escolar por meio do seu aprendizado;
_ Desenvolver a
capacidade de identificar, manipular e criar diferentes gêneros textuais.
_Partilhar conhecimento
acerca da Língua Portuguesa e noticias educacionais da escola e do mundo.
A Web site é educativa e
tem o intuito de ampliar as possibilidades de comunicação e interação
professor-aluno, e sendo bem utilizado como mediador de Leitura e letramento
pode nos trazer benefícios educacionais para o ensino de LP.
Após o desenvolvimento
de todas as ações que foram planejadas, precisávamos fazer uma culminância para
mostrar a comunidade escolar o que fizemos durante o ano de 2015. Então,
marcamos para o dia 09 de dezembro, no
auditório da escola. Fotos.
AS PRODUÇÕES EM
SEMINÁRIOS E CONGRESSOS
Foram produzidos
inúmeros artigos científicos durante o ano letivo de 2014, isso demonstra que
os bolsistas conseguiram não só obter êxito em sala de aula, como também,
conseguiram desenvolver seu senso critico e reflexivo acerca do ensino de língua
portuguesa.
A partir do projeto Multiletramentos desenvolvido durante o ano
produzimos três trabalhos científicos que foram apresentados em eventos. Vejamos os títulos e os seus
respectivos autores e coautores: Multiletramentos na escola: interface fílmico
com a literatura e o whatsapp( Maria das Dores Justo, Andreia Rafael, Janaína
Barbosa e Juliana Cabral - Evento -
CONEDU);PIBID e o uso das novas tecnologias no contexto escolar (Ana Paula
Pereira , Andreia Rafael e Maria das
Dores Justo – Evento - CONEDU); Literacine: uma proposta para o ensino da linguagem
oral ( Juliana Cabral Andreia Rafael e
Maria das Dores Justo – Evento – CONEDU) Web site como mediador de leitura e
letramento ( Juliana Cabral, Janaína Barbosa e Jacyeli Macena- Evento _ENID) .
Tivemos outros trabalhos independentes que são: Maria Firmina
dos Reis e o romance brasileiro do séc. XIX ( Maria das Dores Justo e Janaína
Barbosa – Evento III Estudos Medievais da Paraíba); Reflexão
acerca do ensino de LP: dificuldades de ensino aprendizagem em leitura e
escrita( Maria das Dores Justo, Juliana e Valdeci – Evento – PIBID); Oralidade
e interação: o uso do gênero seminário nas aulas de LP no Ensino Médio ( -
Evento – SELIMEL Maria das Dores Justo
e Janaína Barbosa); Aula de leitura: a poesia e suas contribuições para o
imaginário infantil e juvenil ( Evento -
SELIMEL - Janaína Barbosa e Maria das Dores Justo).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto sobre
Multiletramentos em interface com a literatura, filme e o WhatsApp veio
para contribuir com o letramento
(múltiplos) dos educandos. Acreditamos que a leitura é a base do crescimento do
jovem para poder se tornar um cidadão crítico-consciente. Trabalhar a
Literatura/leitura, portanto, torna-se uma atividade que tem maior sentido
quando enfocada nas práticas de letramento da sociedade. É importante destacar
que letramento não é uma metodologia de ensino, porque não se ensina os
letramentos, ensinam-se as práticas de leitura e escrita que se realizam nas
diversas esferas sociais, pelos gêneros do discurso. Interessa que o aluno
aprenda a agir nas diferentes situações sociocomunicativas, não só sabendo ler,
mas interagindo com seu meio, isto é, sabendo como ler e produzir os gêneros
que realizam essas práticas.
Além de trabalhar a Literatura/leitura
de forma impressa, podemos relacioná-la com a linguagem fílmica, pois essa
linguagem tem suas peculiaridades unindo imagem e sons. A sua utilização em
sala de aula como prática educativa possibilita sensibilizar os alunos e
desenvolver novas formas de compreender e ler criticamente os meios eletrônicos
e as novas tecnologias de informação. Entretanto, o cinema não deve ser usado
apenas como entretenimento ou simples ilustração de conteúdos.
O trabalho com o cinema pode converter
as aulas em atividades significativas, tangíveis e experimentais. E por fim com
o uso do WhatsApp - uma ferramenta poderosa na atualidade e de grande alcance
de interação social. Entendemos que "as mudanças tecnológicas são, por
muitas vezes, as responsáveis pelas mudanças sociais".
O professor precisa entender que os
alunos fazem parte de uma geração que inverteu seus hábitos: os jantares em
família foram substituídos pelos lanches solitários; as ligações feitas para a
casa dos amigos, pelos SMS, mensagens trocadas pelo Facebook ou WhatsApp; os
encontros com os amigos em bares ou locais públicos, pelos seguidores no
Instagram ou Twitter. Portanto, será possível ensinar língua e literatura sem
nos apropriarmos de tais inovações?
Temos que ter consciência dessas
mudanças tecnológicas e consequentemente afetou também a sociedade e
principalmente nossos alunos. Por isso que nossas aulas precisam ser mais
envolventes e criativas, aproveitando os novos aplicativos que nossos alunos
sabem tão bem usá-los e adequar ao cotidiano escolar.
REFERÊNCIAS
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A. (org). Computadores
e conhecimento: repensando
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Gráfica Centralda
UNICAP. 1993
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ROJO, Roxane H. R.
Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola.
In: ROJO, Roxane Helena Rodrigues; MOURA, Eduardo (orgs.). Multiletramentos na
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