E. E. E. F. e M. Professor José Soares de Carvalho

                                                                  



EEEFM PROF. JOSÉ SOARES DE CARVALHO/ PIBID/ CH/ UEPB

PROFESSORA SUPERVISORA: MARIA DAS DORES JUSTO –


BOLSISTAS PIBID:
ANDREIA RAFAEL DE ARAÚJO
JACYELI MACENA QUIRINO DE LUNA
VALDECI JOÃO DA SILVA
ANA PAULA PEREIRA
JULIANA DA SILVA CABRAL       
JANAÍNA DA COSTA BARBOSA (colaboradora)



AÇÕES INICIAIS DO PIBID-LETRAS  NA EEEFM PROF. JOSÉ SOARES DE CARVALHO/ PIBID/ CH/ UEPB
1. APRESENTAÇÃO
         Este relato descreve a nossa atuação (supervisora e bolsistas) do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho, referente ao início das atividades do ano em curso. Através do Subprojeto Língua Portuguesa e da participação de 05 bolsistas e mais um colaborador estamos procurando desenvolver atividades que articulem os saberes teóricos com os saberes práticos, buscando assim, discutir as dificuldades e ampliar as possibilidades do ensino de Língua Portuguesa ministrado nessa escola.
     A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor José Soares de Carvalho está situada à Rua Henrique Pacífico S/N- Bairro- Primavera. A estrutura física da escola é formada por 19 salas de aula que funcionam nos três turnos, nas modalidades Fundamental, Médio e EJA, possui também laboratório de informática, de ciências, laboratório de robótica, biblioteca, sala de vídeo, arquivo, e um ginásio poliesportivo ao lado da escola. Temos também dois projetos que vêm sendo desenvolvidos com bastante sucesso na escola. São eles: o Mais Educação e o “Alumbrar”. Aquele visa aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola para melhorar o desempenho escolar e este corrigir a distorção idade/série.
2. AÇÕES
     Após conhecer as turmas, os bolsistas e o professor supervisor decidiram sentar e planejar o que seria adequado dentro do programa de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do                                                                                                              Ensino Médio, seguindo também a orientação dos coordenadores do Subprojeto , como seriam as intervenções. Na nossa escola a disciplina de LP é trabalhada em três frentes, o que ficou definido da seguinte maneira: Gramática, ou seja, a norma culta, a Literatura Brasileira e a Produção Textual. São nesses conteúdos que os bolsistas precisam fazer as intervenções necessárias. Inicialmente, precisamos apresentar as turmas que iremos trabalhar. Ao todo temos cinco turmas, sendo três 3ª série do ensino médio e duas 2ª série também do mesmo nível. Como a maior parte de nossas turmas vai fazer o ENEM e precisam desenvolver bem o texto dissertativo-argumentativo e sabendo das suas dificuldades, principalmente na competência 1 (um). Para isso, sugerimos diversos temas para que eles escolhessem e fizessem no mínimo 4 (quatro) textos argumentativo-dissertativos. De posse desses textos, observamos de fato os pontos mais problemáticos e que precisaríamos fazer as intervenções necessárias. Partindo desse princípio, definimos elaborar algumas sequências didáticas para tentarmos reverter esse quadro preocupante o qual nos deparamos. Os conteúdos que iremos trabalhar a partir da próxima semana via sequencia didática são os seguintes: Acentuação, Concordância Verbal e Nominal, Regência Verbal e Nominal, Crase, Coesão e Coerência. Todos esses conteúdos serão trabalhados dentro dos gêneros textuais, principalmente os dissertativos-argumentativos, porém explorando outros para prática de leitura.
Outro ponto que detectamos logo no início de nossas atividades foi com relação à biblioteca da escola. Identificamos que ela estava sendo pouco visitada pelos alunos.  Ao perguntamos sobre o assunto eles nos informaram que era por falta de opção de livros. Consultando o livro com de empréstimos descobrimos que os mesmos não estavam sendo devolvidos. Por isso, resolvemos, juntos com os alunos das 2ª séries A e G, fazermos uma campanha para que os livros sejam devolvidos a biblioteca da escola. Para esse fim eles estão produzindo cartazes para posterior campanha. (anexo)¹.  Além dessas atividades que estão sendo desenvolvidas, podemos destacar os seguintes projetos/trabalhos:
1.     Criação de um site http://nossalinguaeagalera.wix.com/pibid.
Vejamos o alcance desse projeto:
Web Site como Mediador de Leitura e Letramento
Diante do advento de tantas ferramentas e mecanismos digitais, a escola tende a adotar uma nova postura para que estas ferramentas e mecanismos sejam incorporados aos processos didáticos de ensino em todas as áreas de conhecimento. Apesar dessa nova perspectiva educacional, ainda é comum que as escolas e principalmente os docentes ainda resistam a se apropriarem criticamente desses saberes de natureza tecnológica. Partindo desse novo contexto educacional de ensino-aprendizagem, criamos o site “NOSSA LÍNGUA E A GALERA” como objeto de ensino de leitura, que também pode auxiliar o desenvolvimento da escrita, uma vez que, a produção textual posterior à criação do site será de autoria dos alunos da Escola. Para tanto, realizamos um diálogo com Soares (2004) no sentido de refletir sobre a questão da leitura em uma perspectiva de letramento e, também, contribuições teóricas de Marcuschi (2000) e Xavier (2004) que nos permite vislumbrar possibilidades de utilizar os recursos tecnológicos existentes na sala de aula, de forma produtiva. E ainda, com Lévy (2009) que nos faz ver e entender a concepção de ciberespaço e transformações ocorridas neste campo, e ainda, suas implicações nas leituras e escritas virtuais. Compreendemos que o uso do site como objeto de ensino de leitura e escrita deve ser incentivado, uma vez que, além de estimular a criatividade, configura-se como veículo de informação e compartilhamento de conhecimentos e experiências.

2.         Criamos um grupo do Whatsapp com a turma do 2º A

Com o objetivo de perceber a relação da turma com o professor; analisar os pôster  com relação a matéria; analisar a linguagem informal em contraponto com o internatês; a recepção do conteúdo dado. Os “Print’s” das conversas serão utilizadas para posteriores análises.

3.         Livros de leitura obrigatória para a realização do nosso projeto intitulado: “Gincana Oscar de Literatura Brasileira”: 2ª e 3ª Séries.
     O projeto tem como objetivo geral levar o aluno a ver a leitura literária como um processo transformador e aberto a dialogar com outras linguagens na sua própria natureza interdisciplinar do ato de ler que envolve contribuições de diversas áreas.

Estas obras são para as leituras da 2ª série.
Iracema e Senhora - José de Alencar
O seminarista – Bernardo Guimarães
Romeu e Julieta – Shakespeare
Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida
A culpa é das estrelas - John Green.

Para os terceiros anos serão as seguintes:

- Menino de engenho – José Lins do Rego;
- Vidas secas e São Bernardo - Graciliano Ramos;
- O quinze - Raquel de Queiroz;
 - Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto;
 - Usina - José Lins do Rego.

4.    AULA DE CAMPO - ROTEIRO – 2015

- Arquivo Histórico do Estado da Paraíba
- Museu José Lins do Rego
- Academia Paraibana de Letras
- Engenho pau d’arco – casa de Augusto dos Anjos – Sapé.

5.    O Projeto “Litera Cine”, que será desenvolvido em contra turno da seguinte forma:
     Serão encontros em uma sala específica, pois iremos alternar leituras e filmes. Os textos e os filmes serão escolhidos previamente e divulgado para os participantes. Procuraremos relacionar o tema ou os temas do filme com os textos e vice versa. Será uma espécie de roda de leitura com discussões visando aumentar o interesse e as diversas possibilidades de leitura dos alunos participantes. O objetivo geral desse projeto é desenvolver o processo da leitura por meio da relação entre literatura e cinema na sala de aula. Busca também responder a pergunta: É possível desenvolver a leitura utilizando o cinema como contraponto à linguagem literária? Sob as perspectivas da ação, a supervisora, bolsistas e os alunos da Escola José Soares de Carvalho, utilizarão a literatura aliada ao cinema para o desenvolvimento da proposta na tentativa de responder ao questionamento. Contamos como instrumentos de pesquisa: a observação do meio; produção de textos embasados no desenvolvimento do projeto e o relato das atividades desenvolvidas.  Temos a perspectiva de um processo com a possibilidade do uso do recurso multimídia como pressuposto ao desenvolvimento da leitura, mas também o papel ativo do professor, bem como a importância dos estudos das diferentes formas de linguagem que influenciam o mundo de hoje.




RELATÓRIO FINAL 2015 

MULTILETRAMENTO NA ESCOLA: DIVERSAS LINGUAGENS, LITERATURA & WHASAPP

INTRODUÇÃO

        O termo letramento tem sido pesquisado por muitas e diferentes teorias e teóricos por décadas. No entanto, mais recentemente, o foco desses estudos tem mudado da mente do indivíduo para a prática social na qual os indivíduos participam. Esse novo foco tem sido denominado de ‘virada social’ (GEE, 2000a) ou ‘virada sociocultural’ (LANKSHEAR, 1999), e isso representa um novo paradigma em termos de estudos do letramento. Sob esse novo paradigma, dois campos teóricos parecem emergir: os Novos Estudos do Letramento e os Multiletramentos.
        Segundo os percussores, Cope e Kalantzis(2001) e outros pesquisadores desse grupo afirmam que – o termo multiletramento enfatiza duas mudanças importantes e correlacionadas. A primeira é o crescimento da importância dada à diversidade da linguística e cultural; isto é, em mundo globalizado, precisamos negociar diferenças todos os dias. A segunda é a influência da linguagem das novas tecnologias. O significado emerge de modos variados (multimodais) – escrita, imagens, movimento, áudio o que requer um conceito de letramento novo e multimodal, principalmente no letramento visual, em que a importância social da imagem tem aumentado de forma considerável.
        É necessário fomentar que muito antes do surgimento do computador, já havia o conceito de letramento (do inglês literacy) para nomear as práticas sociais de leitura e escrita. Desenvolvidas dentro de uma “cultura do papel” ou “cultura do impresso”. Essas práticas possuem objetivos específicos e modificam-se conforme os valores e as ideologias de um contexto peculiar (cf. STREET, 1984; CHARTIER, 1999; KLEIMAN, 1995; SOARES, 2002; 2004; entre outros)
        Bartlett (2007) apresenta a concepção de múltiplos letramentos como o uso de leitura e escrita em inúmeros contextos. Entre esses contextos, destacam-se cada vez mais, os usos linguísticos sob formas multimodais (multiletramentos), muito comuns na tecnologia presente nas práticas discursivas do mundo moderno. Lemke (2010) pondera que todo letramento é multimidiático, porque o sujeito nunca pode construir significado com a língua de forma isolada. É necessário considerar que os letramentos são sempre sociais, constituem-se em gêneros e devem ser definidos com respeito aos sistemas sígnicos empregados, às tecnologias e materiais usados e aos diversos contextos sociais de produção, circulação e recepção de um gênero particular.
        Assim podemos afirmar que o conceito de multiletramento vem sendo fomentado há décadas através da prática do letramento que ainda hoje se apresenta como tema polêmico. Talvez seja devido a sua complexidade e variação dos tipos de estudos que se inserem nesse padrão. Dessa forma, podemos observar que há dificuldade para encontrar uma definição para o conceito. Assim, definimos hoje o letramento como um conjunto de práticas sociais que utilizam a escrita, enquanto sistema representativo e tecnológico, em contextos diversos. O letramento supera o mundo da escrita com a que ele é responsabilizado pelas instituições que se assume de introduzir formalmente os sujeitos no mundo da escrita.


        Nas práticas sociais pós-modernas, os cidadãos estão cada vez mais sendo expostos à leitura de textos que misturam escrita, layout, imagens, som e objetos 3D. Entretanto, apesar do uso intensivo da imagem fora do ambiente escolar, ainda é insuficiente a sistematização do uso dessas imagens para fins pedagógicos.

JUSTIFICATIVA

Vivemos em um mundo globalizado e midiático, onde os nossos jovens levam na mochila da escola, um Smartphone com conexão wireless. Tudo ao redor dos jovens de hoje oferece conexão 24 horas por dia nas mais diversas redes sociais. Como deixar de lado todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar à leitura de um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras e letras inertes, exigindo concentração para serem decifradas?
        Eles estão acostumados com a praticidade das redes sociais, com as palavras abreviadas das mensagens de texto do celular, mas em outro momento se deparam com uma realidade gramatical totalmente oposta, principalmente, quando se trata dos clássicos   da Literatura Brasileira. Na busca e na inquietude para entender o universo de nosso aluno, parece que há uma pista importante fornecida por autores que assinalam a centralidade da imagem e das novas tecnologias em nosso cotidiano.
        As novas gerações convivem com esta proliferação de imagens e de novas tecnologias. A centralidade da imagem nos remete a outra importante reflexão: a do significado do livro. Em uma sociedade onde as mídias ganham cada vez maior importância, principalmente aquelas relacionadas à difusão das imagens, o papel da leitura e da escrita parece sofrer uma modificação.
        A escolha do tema do nosso projeto o qual se intitula – “Multiletramentos na escola: diversas linguagens, literatura & WhatsApp” surgiu com a necessidade de trabalhar a Literatura/Leitura de forma diferenciada. Para que os nossos alunos se sintam atraídos e envolvidos com a forma de se dar a ler as obras clássicas que serão propostas para a realização da leitura. Sabemos que é um dos pontos a serem considerados nessa etapa na vida desses alunos, pois a inserção da Literatura Brasileira só acontece quando eles chegam ao Ensino Médio.
        Daí a escolha desse tema que certamente irá atraí-los e envolvê-los no desenvolvimento e sucesso do mesmo. Já que o tema gira em torno dos multiletramentos na escola, envolvendo também o aplicativo WhatsApp, podemos perceber, porém, que estamos tratando de dois objetos distintos: literatura/leitura e WhatsApp. O primeiro dá-se a conhecer pelo seu estrato fônico-linguístico, pelas unidades de significação, pelas objetividades apresentadas e pelos aspectos esquematizados, elementos materiais que compõem seu sistema semiótico e determina sua literariedade. E o segundo é um aplicativo, enquanto um meio de interação social. A sua inclusão nesse processo de multiletramentos foi de fundamental relevância, graças a sua funcionalidade, aplicabilidade, contextualizando todo seu manuseio, desde o ambiente onde se encontra até ao fim desejado - conversação em tempo real.
        Ao escolher do WhatsApp (WA) foi para através desse aplicativo podermos discutir de forma mais dinâmicas sobre os filmes e as obras clássicas, aproximando os alunos das obras e fazendo com que eles vejam que aquela distância que por ventura existiu entre ele e aquela obra que no momento entrar em discussão será dissipada. Uma vez que se trata de um dispositivo que possibilita a comunicação em tempo real, disponibilizando uma série de recursos que enriquecem o diálogo virtual, como vídeos, fotos, mensagens de voz, compartilhamento de lugares.
        Esperamos que, as metas que pretendemos alcançar com a execução desse projeto possa contribuir diretamente para transformá-los em leitores crítico-reflexivos para que que possa interagir não só nas redes sociais mais em diversos contextos.

OBJETIVOS

 GERAL

Oportunizar situações que contribuam para a formação do leitor crítico-consciente para agir em diversos contextos através do uso integrado da literatura/leitura, de diversas  linguagens e do WhatsApp.

ESPECÍFICOS

 Efetuar leituras compreensivas e críticas;
 Questionar as leituras efetuadas em relação ao seu próprio horizonte cultural;
 Levar o aluno a identificar-se como sujeito que pode sentir, pensar e transformar;
 Construir Histórias em Quadrinhos a partir do enredo da história e de outras situações;
 Criar roteiro para vídeo clipe dos romances e contos envolvendo música, filmagem e trechos escritos;
 Promover o encontro dos alunos com a linguagem literária aliada a linguagem fílmica;
 Reeducar habilidades de leitura, análise e interpretação das linguagens mencionadas;
 Compartilhar conteúdos de forma dinâmica propondo exposição de opinião, debates e incentivando a aprendizagem.
AÇÕES PIBID 2015

DESENVOLVIMENTOS DAS AÇÕES – PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015

        Os trabalhos começaram no mês de abril com os bolsistas, Andreia Rafael de Araújo, Ana Paula Pereira, Jacyeli Macena Quirino de Luna, Juliana da Silva Cabral, Valdeci João da Silva e Janaína da Costa Barbosa (esta como colaboradora). Nesse primeiro semestre as intervenções foram feitas em cima desses temas: estudo de algumas obras do Romantismo brasileiro e Gêneros textuais narrativos (nas 2ª séries), Revisão das escolas literárias até o Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo  e Gêneros textuais argumentativos (nas 3ª séries). Fizemos um levantamento de alguns clássicos da Literatura Brasileira condizente com os movimentos literários que iríamos trabalhar naquele momento. Para a 2ª série, como estávamos trabalhando com o Romantismo brasileiro – escolhemos as seguintes obras: A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo, Senhora e Lucíola ambas de José de Alencar.  Para a 3ª série, em se tratando do Pré-Modernismo e Modernismo Brasileiro, optamos pelas seguintes obras: A Bagaceira de José Américo, Menino de engenho e Usina ambas de José Lins do Rego, Vidas secas e São Bernardo ambas de Graciliano Ramos e Capitães da areia de Jorge Amado.
        Para o desenvolvimento dessas atividades os bolsistas se dividiram em grupos, ou até mesmo individual, mas cada um teve a sua participação de forma que todos deram a sua contribuição. Para trabalhar melhor os textos literários referentes ao Romantismo brasileiro, tivemos que dividir em três etapas: primeiro trabalhamos os romances, selecionando os mais representativos, depois os poemas, que seguiram também os mesmos passos, para depois apresentarmos para os alunos o teatro e sua importância no contexto romântico. Começamos por Andréia que atuou na turma da 2ª série  utilizando-se  de uma oficina com abrangência geral sobre o Romantismo, intitulada “*Dominó Literário” que foi muito produtiva. Anexo(1) Como podemos constatar através de fotos(Anexo 2):  











*Dominó Literário

O “Dominó Literário”, é um jogo escolar que tenciona abordar a literatura de modo diferenciado, fazendo com que o ensino literário não seja enfadonho mas sim uma prática significativa para os alunos. Esta oficina foi tirada do livro de Rildo Cosson (2006) que versa especialmente sobre o ensino de literatura: “Letramento Literário: teoria e prática”. Também foi aperfeiçoada através de seu uso publicado em uma página do Facebook chamada Folhetim Literário, o qual o administrador dispôs o material que poderia ser confeccionado o dito jogo. Na página havia a publicação das perguntas e respostas, ideia operacionalizada com o assunto de literatura portuguesa no Realismo Português, que posteriormente foi readaptada ao assunto abordado.
Os objetivos que nos propomos a alcançar foram:
·         Revisar o assunto literário através da oficina Dominó Literário;
·         Garantir de forma didática e lúdica a aprendizagem, utilizando a teoria sobre o letramento literário na aula de Língua Portuguesa;
·         Aplicar formas inovadoras no tocante ao ensino de literatura no Ensino Médio.
Desse modo, o procedimento ocorreu em sala de aula. Separamos os alunos em agrupamentos, o grupo deveria eleger dois representantes que ficariam com a responsabilidade de jogar as peças do Dominó, podendo entrar em discussão com seus colegas acerca das perguntas e respostas apresentadas no jogo. O jogo seguiu sem dificuldades à medida que as peças iam sendo lançadas na mesa os alunos pouco demoravam para apresentar o encaixe que estaria, respectivamente, a resposta. Assim podemos dizer que eles aprenderam “brincando”. Por isso concordamos com esta afirmativa de Cosson (2006, p. 12):

O letramento literário, conforme o concebemos, possui uma configuração especial. Pela própria condição de existência da escrita literária [...] o processo de letramento que se faz via textos literários compreende não apenas uma dimensão diferenciada do seu uso social da escrita, mas também, e sobretudo, uma forma de assegurar seu efetivo domínio.

Portanto, o dominó literário foi uma tentativa lúdica de ensinar literatura, visto que “a literatura é plena de saberes sobre o homem e o mundo” (COSSON, 2006, p. 16). Nele solicitou-se a participação de alunos do 2º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Soares de Carvalho, situada em Guarabira-PB. O intuito foi finalizar o assunto sobre Romantismo Brasileiro com uma oficina na qual os alunos testariam seus conhecimentos e simultaneamente seriam avaliados pela professora.



Tivemos também as intervenções dos licenciados Valdeci José e Jacyele Macena com aulas expositivas sobre as escolas literárias e discussões acerca das obras citadas anteriormente. Vejamos algumas fotos sobre essas intervenções que aconteceram nas 2ª séries.








Nesse ínterim, enquanto estávamos trabalhando em sala com essas atividades pragmáticas, criávamos também alguns mecanismos com objetivos de aprimorar mais a aprendizagem. Em nossos encontros pedagógicos surgiu a ideia de criarmos um grupo no whatsapp* para podermos interagir com eles.  Para isso, nas 2ª séries sobre a responsabilidade das licenciandas Andreia Rafael e Ana Paula Pereira, criou-se o grupo “Os vencedores” que foi muito proveitoso, pois com essa nova ferramenta, passamos a nos comunicar de forma mais informal.  Anexo(3).





*PIBID ONLINE: USO DO WHATSAPP COMO FERRAMENTA DIDÁTICA

No contexto social da atualidade temos várias redes sociais disponíveis para diversos usos, como: diversão, entretenimento, negócios, educação e muitos outros. Muitas vezes, como professores, deixamos tais ferramentas de lado, expressando certo receio e preconceito quanto ao uso das mesmas. Assim nos distanciamos da realidade do nosso alunado, às vezes por medo de perder o controle ou pela falta de domínio das novas tecnologias, nos abstendo das novidades que podem facilitar nossa prática docente.

Entre as redes disponíveis, destacamos o aplicativo WhatsApp como uma boa ferramenta de interação e aprendizagem para nós e nossos discentes. A escolha foi pela praticidade, o baixo custo e alta disseminação dos conteúdos ali compartilhados. Essa iniciativa vem caracterizar uma mudança de postura diante do uso das novas tecnologias e ensino e também estreitar a relação, por vezes conflitante, entre professor e aluno. Sabemos que não podemos perpetuar as práticas há muito instauradas e engessadas, em que a razão está apenas com o docente e onde as novidades da sociedade são abolidas do contexto escolar.
Propomo-nos a abrir um espaço para a livre expressão dos alunos desenvolvendo sua criticidade e possibilitando a prática do multiletramento, a partir das multimodalidades e multisemioses disponíveis no aplicativo. Traremos um relato de como está ocorrendo esse processo e quais os maiores ganhos que estamos tendo durante o projeto. Vale salientar que o uso do aplicativo com o objetivo educacional rende vários frutos para qualquer docente que se abra à possibilidade.
Esta proposta foi apresentada à turma da 2a Série do Ensino Médio da Escola Estadual José Soares de Carvalho. A turma é bastante diversa, composta por 25 alunos e possui alguns que gostam muito de estar conectados o tempo inteiro. Ou seja, perfil perfeito para o projeto.
            Para iniciarmos o projeto, a proposta foi apresentada à equipe PIBID LETRAS – UEPB para aceitação e definição dos objetivos e metodologia. Na reunião foram definidos quatro objetivos:
  1. Dinamizar a relação da turma com a equipe e a professora.
  2. Compartilhar conteúdos de forma dinâmica propondo exposição de opinião, debates e incentivando a aprendizagem.
  3. Conferir o retorno acerca dos assuntos trabalhados em sala.
  4. Analisar a linguagem “internetês” x “informal incorreta”
            Após aprovado o projeto, apresentamo-lo aos alunos da turma escolhida. Acreditem: houve receio por parte deles! Para a turma possuir tal contato com a figura do professor é como a “invasão de um predador em seu habitat natural”. Porém logo essa barreira foi vencida. Recolhemos os números dos alunos e montamos o grupo denominado “Os vencedores” (Imagem 1), no qual os sete componentes do PIBID LETRAS – UEPB são os administradores.



O grupo foi criado dia 17 de maio de 2015 (Imagem 2) e desde então está aberto este canal de debate e interação em que os alunos conversam, fazem pesquisas, postam, recebem conteúdo do currículo e extracurriculares, sempre prezando pelo bom funcionamento e harmonia do grupo, conforme a imagem 3 ilustrativa:




Com calma, escolhemos alguns posts relacionados aos assuntos e que podiam interessar a eles, assim incentivamos a participação e os próprios alunos passam a fazer posts e abrir debates entre si. Além de poder tirar dúvidas sobre exercícios e questionários. A equipe propõe-se a analisar como está a relação e fazer “prints” para análise posterior, inclusive com os próprios alunos em sala de aula.
       No grupo eles tem expressado opiniões consistentes e colaborado com as discussões e pesquisas. Isso demonstra uma melhoria nas relações interpessoais da turma. O reconhecimento por parte dos discentes de que esse canal aberto com o PIBID LETRAS – UEPB é benéfico para eles também já se nota. Ao postar links com conteúdo de sites, portais ou blogs eles automaticamente podem entrar na rede pelo provedor de internet do celular e ter acesso a esses materiais.
       Um exemplo foi o link de um vídeo do Youtube relacionado ao Ultrarromantismo Brasileiro de uma obra de Álvares de Azevedo (Imagem 4), sobre o conflito de Ariel e Caliban. Logo que postado, o link pôde facilmente ser acessado por eles através da rede de dados ou Wi-fi. Aos poucos o conhecimento vem sendo construído em conjunto e quanto maior a participação e interação deles mais satisfatório será o resultado final, pois propomo-nos a exercitar de forma benéfica um conhecimento já intrínseco a eles, direcionando-o a aprendizagem. Possibilidade desconhecida deles que aos poucos vem tornando-se rotineira.




       Esse tema rendeu ricas discussões, pois ao ser o tema abordado em sala naquele período, os alunos mostraram que estavam aprendendo sobre o Romantismo Brasileiro e simultaneamente interagiam tanto presente, como virtualmente. Com isso podemos ver que a aprendizagem móvel pode ter êxito, trazer as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) para o âmbito escolar pode ocasionar resultados benéficos no tocante do ensino/aprendizagem. No intuito de instigar sobre tal assunto, foi proposto um desafio (Imagem 5):




       Percebemos a assiduidade e engajamento dos alunos no projeto perante essas respostas, que por sinal, estão coerentes: justificadas e exemplificadas. Desse modo, o Whatsapp aqui não está sendo usado de maneira banal, sem finalidades, está sendo usado como uma ferramenta eficaz para facilitar, com sua versatilidade, o processo de ensino e respectivamente, a aprendizagem.
       Sendo assim, diante de tal experiência, salientamos a importância de adentrar no mundo dos nossos jovens discentes. O uso de aplicativos como o Whatsapp, por sua vez, facilitam muito tal aproximação. Porém, como é visível nosso objetivo foi mostrar um novo viés do uso desse aplicativo, principalmente no que diz respeito ao uso didático, em sala de aula, para fins educacionais.    
       Tratando-se do envolvimento dos alunos nesse projeto, categorizamos que foi assídua. Desse modo, a ação educativa foi construída mutuamente, ou seja, alicerçada através da participação de todos, ocasionando, assim, um trabalho colaborativo, no qual os agentes (usuários) foram, simultaneamente mediadores e receptores do conhecimento. Portanto, diante de uma geração tão conectada à Internet e, consequentemente, ao supracitado aplicativo em voga, uma alternativa viável foi aliar, estrategicamente, o método educacional ao uso atrativo dessas mídias digitais.


Nos conteúdos de gêneros textuais e seguindo o programa da 2ª série, trabalhamos o gênero cartaz e anúncio publicitário. Além das orientações sobre esse gênero, pedimos para que eles produzissem alguns anúncios relacionados com a leitura e cinema. Vejamos as produções de alguns grupos:








Na 3ª série, além da leitura e discussão dos clássicos citados anteriormente, criamos também uma página no facebook para que todos os slides que apresentássemos em sala colocaríamos na página, como também as sugestões de temas da redação do ENEM 2015.https://www.facebook.com/photo.php?fbid=702430533203025&set=gm.1550534481880381&type=3







SEGUNDO SEMESTRE DE 2015

          Iniciamos o segundo semestre com a reunião habitual com os pibidianos para discutirmos as ações desse semestre.





 Definimos pela continuação do grupo “O vencedores” no whatsapp e como estávamos acompanhando os resultados positivos com esse grupo, optamos pela criação de mais um grupo dessa feita com outra turma da 2ª série turno tarde. Escolhemos o nome do grupo que se chamou “O futuristas”. Vejamos:




Continuamos também com a nossa página no facebook. Desta feita com a aproximação da prova do Enem resolvemos intensificar os possíveis temas de redação.  Incluímos também vídeos para reforçar os conteúdos importantes dessa tão esperada avaliação. Continuamos com os conteúdos pragmáticos em sala, tanto na 2ª série como na 3ª série. Inicialmente, definimos que os conteúdos que iríamos trabalhar nas segundas séries A e G, tudo tarde  seriam os seguintes: Literatura brasileira – Realismo e Naturalismo – para trabalhar esses assuntos, optamos além da parte teórica dessa escolas, escolhemos algumas obras com seus respectivos autores que bem representam esses movimentos literários. Eis as obras escolhidas: Para isso partimos  do conhecimento prévio dos alunos, facilitando assim a aprendizagem, tais como : a leitura dos contos – Pai contra mãe e Teoria do medalhão , O Alienista, A Igreja do Diabo e o Espelho, ambos de Machado de Assis. Os romances – Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, também de Machado de Assis. Também foram feitas leituras obrigatórias do Cortiço do Aluísio Azevedo e o Ateneu de Raul Pompeia.
Além dessas leituras que foram feitas em grupos, assistimos em sala com eles  os seguintes filmes adaptados de algumas obras, como por exemplo: Capitu( minissérie apresentado pela Rede Globo)  e Dom Casmurro(animação); Memórias Póstumas de Brás Cubas (homônimo da obra narrativa) e Quanto Vale ou é por Quilo – baseado no conto  Pai Contra a Mae de Machado de Assis e também O Alienista . Dessa ultima obra um grupo escolheu uma cena da obra e fez um vídeo. Segue em anexo o link no yutube: https://youtu.be/n3aVT_Nz99s



        Os alunos também produziram charges, histórias em quadrinhos de forma inédita para amostra na escola. Na produção textual, escolhemos o gênero artigo de opinião. Que foi trabalhado durante algumas aulas e depois realizado oficinas e o resultado final seria a produção de um texto com a escolha do tema livre. Feito isso, escolhemos os melhores textos para que os três melhores artigos de opinião recebessem uma medalha de honra ao mérito no dia da culminância do projeto. Ainda nesse semestre criamos um subprojeto que dialogou com o projeto maior que recebeu o título de “Literacine*”, o qual foi feito em um contra turno. Com isso pretendíamos aprofundar e valorizar a oralidade do aluno, já que em sala de aula muitas vezes não temos tempo suficiente para essa atividade de suma importância. Segue em anexo o subprojeto com as fotos. 











LITERACINE*
LITERA CINE: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DA LINGUAGEM ORAL

O projeto exploratório visou o envolvimento dos alunos nas artes literária e cinematográficas. O método empregado intentou primeiramente numa apresentação via Datashow dos objetivos do projeto condenominado de LiteraCine – justamente a união das duas linguagens envolvidas. O conhecimento do projeto também se deu através de conversas generalizadas no aplicativo Whastapp, no qual há um grupo nomeado “Os Vencedores” destinado aos alunos do 2º ano, que em sua maioria são integrantes. Tal grupo serviu-nos de suporte para identificarmos a recepção e envolvimento do alunado no projeto, como também as discussões sobre os variados temas abordados conforme cada semana de exposição. Antes do início das projeções e leituras, procuramos conscientizar os alunos sobre a responsabilidade da participação, baseando-nos no pressuposto da participação assídua e íntegra.  Para tanto, foi criado um Termo de Compromisso (Anexo 1) que foi preenchido somente por aqueles alunos que estiveram cientes dos requisitos citados no documento, com isso primou-se uma organização e controle.
Os procedimentos metodológicos seguintes consistiram em encontros semanais numa sala reservada da Escola Estadual de Ensino Médio José Soares de Carvalho. Sala esta que foi reformada, conforme suas precariedades, a partir da iniciativa voluntária da mentora do projeto, para fins da confortabilidade dos participantes em questão. No cronograma planejado determinou-se o mês de Agosto de 2015 para execução das projeções dos filmes, leituras dos contos e crônicas e discussões dos mesmos. Os filmes e os textos foram escolhidos de antemão, inclusive com sugestões e aprovações do alunado. A seguir temos a lista dos filmes assistidos: Os Narradores de Javé; O clube do Imperador; A voz do Coração; Prova de Fogo e Mãos Talentosas; e, no que diz respeito à parte literária, destacamos a leitura dos contos: Furto de Flor de Carlos Drummond de Andrade, Para Maria da Graça de Paulo Mendes Campos e da crônica Natal na barca de Lygia Fagundes Telles. Os encontros foram realizados no contra turno, nas segundas-feiras no período vespertino a partir das 14:00h. Primeiro assistia-se ao filme ou lia-se o texto e posteriormente fazia-se discussões acerca das temáticas referidas.

 Depoimento da Aluna Amanda Barros
 2º ano 


"A literatura e o cinema constituem dois campos de produção sígnica distintos cuja relação pode se tornar possível em razão da visualidade presente em determinados textos literários. 
Falar de leitura de livros nos dias em que vivemos é muito complicado, pois a s crianças, hoje são embaladas pela onda da tecnologia que oferece coisas extraordinárias aos olhos humanos. Uma série de opções são apresentadas a elas com a permissão dos pais e professores.
Como por exemplo, temos os videogames, desenhos animados, computadores, internet, DVDs, jogos, filmes, etc.
A leitura é muito importante, pois além de ser o veículo eficaz contínuo de aprendizagem, também auxilia o desenvolvimento harmonioso da personalidade. É um instrumento de educação, proporciona condições de formar espíritos críticos, e é uma fonte de crescimento interior. Ler não é apenas instruir, mas divertir e enriquecer."
















Ficha do subprojeto "literacine" utilizado para os alunos fazerem as inscrições 

Definimos também as ações nas 3ª séries, pois temos  três turmas  e neste momento que estamos iniciando o segundo semestre e que para eles é decisivo foi preciso mais atenção nos conteúdos, principalmente na produção textual. Além da preocupação em reforçar os conteúdos que sustentam a competência I, foi necessário discutir com eles a importância da Literatura Modernista, principalmente a contemporaneidade. Para essa parte, utilizamos slides na  parte teórica e os textos dos prosadores modernistas e poetas para leitura e discussões. Após a conclusão desses conteúdos que eram sempre reforçados com vídeos e oficinas, partimos para a revisão de todas as competências da  redação do ENEM 2015. Preparamos um material para essa revisão que ficou sobre a responsabilidade de Andreia que se responsabilizou pela introdução e a tese; Juliana Cabral ficou com o desenvolvimento e os tipos de argumentos e Ana Paula ficou com a conclusão e a proposta de intervenção. Fotos:

















O SITE:  NOSSA LÍNGUA E A GALERA 

O objetivo deste trabalho é evidenciar a importância do “Web site” como um dispositivo propiciador/facilitador do ensino-aprendizagem dos alunos de escola básica. Para tal, tomamos como ponto de partida, as necessidades de inserção de novas ferramentas na sala de aula, tendo em vista as inúmeras inovações tecnológicas que nos cercam.
A construção inicial do sítio foi pela aluna Juliana Cabral do PIBID- Língua Portuguesa com a supervisão da Professora/ supervisora do programa Maria das Dores Justo, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Soares de Carvalho, e direcionado aos alunos do 2º e 3º ano do ensino médio dessa escola, onde a partir de algumas propostas de produções de gêneros textuais como, propaganda, textos jornalísticos, notícias e etc., os alunos deram continuidade a produção e divulgação do site.
. Alguns dos objetivos do site foram:
_ Ensinar os alunos e professores a utilizar ao máximo os recursos de tecnologia disponíveis no mercado, de forma a ter ganho de aprendizagem em ambas as partes( Letramento digital);
_ Compreender no mundo virtual os procedimentos e conhecimentos tecnológicos, bem como a sua utilização e serviços disponíveis;
_ Desenvolver a capacidade de realizar uma série de ações ordenadas adotando um compromisso coletivo, interativo e colaborativo;
_ Desenvolver confiança em si próprio e em sua capacidade de pensar, investigar, organizar e colaborar nas relações e interações da comunidade escolar por meio do seu aprendizado;
_ Desenvolver a capacidade de identificar, manipular e criar diferentes gêneros textuais.
_Partilhar conhecimento acerca da Língua Portuguesa e noticias educacionais da escola e do mundo.
A Web site é educativa e tem o intuito de ampliar as possibilidades de comunicação e interação professor-aluno, e sendo bem utilizado como mediador de Leitura e letramento pode nos trazer benefícios educacionais para o ensino de LP.








Após o desenvolvimento de todas as ações que foram planejadas, precisávamos fazer uma culminância para mostrar a comunidade escolar o que fizemos durante o ano de 2015. Então, marcamos para o dia  09 de dezembro, no auditório da escola. Fotos.

































AS PRODUÇÕES EM SEMINÁRIOS E CONGRESSOS


Foram produzidos inúmeros artigos científicos durante o ano letivo de 2014, isso demonstra que os bolsistas conseguiram não só obter êxito em sala de aula, como também, conseguiram desenvolver seu senso critico e reflexivo acerca do ensino de língua portuguesa.
       A partir do projeto  Multiletramentos desenvolvido durante o ano produzimos três trabalhos científicos que foram apresentados  em eventos. Vejamos os títulos e os seus respectivos autores e coautores: Multiletramentos na escola: interface fílmico com a literatura e o whatsapp( Maria das Dores Justo, Andreia Rafael, Janaína Barbosa e Juliana Cabral  - Evento - CONEDU);PIBID e o uso das novas tecnologias no contexto escolar (Ana Paula Pereira , Andreia Rafael  e Maria das Dores Justo – Evento - CONEDU);  Literacine: uma proposta para o ensino da linguagem oral ( Juliana Cabral  Andreia Rafael e Maria das Dores Justo – Evento – CONEDU) Web site como mediador de leitura e letramento ( Juliana Cabral, Janaína Barbosa e Jacyeli Macena- Evento _ENID) . Tivemos outros trabalhos independentes que são: Maria Firmina dos Reis e o romance brasileiro do séc. XIX ( Maria das Dores Justo e Janaína Barbosa – Evento III Estudos Medievais da Paraíba); Reflexão acerca do ensino de LP: dificuldades de ensino aprendizagem em leitura e escrita( Maria das Dores Justo, Juliana e Valdeci – Evento – PIBID); Oralidade e interação: o uso do gênero seminário nas aulas de LP no Ensino Médio ( - Evento – SELIMEL   Maria das Dores Justo e Janaína Barbosa); Aula de leitura: a poesia e suas contribuições para o imaginário infantil e juvenil ( Evento -  SELIMEL - Janaína Barbosa e Maria das Dores Justo).



CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto sobre Multiletramentos em interface com a literatura, filme e o WhatsApp veio para   contribuir com o letramento (múltiplos) dos educandos. Acreditamos que a leitura é a base do crescimento do jovem para poder se tornar um cidadão crítico-consciente. Trabalhar a Literatura/leitura, portanto, torna-se uma atividade que tem maior sentido quando enfocada nas práticas de letramento da sociedade. É importante destacar que letramento não é uma metodologia de ensino, porque não se ensina os letramentos, ensinam-se as práticas de leitura e escrita que se realizam nas diversas esferas sociais, pelos gêneros do discurso. Interessa que o aluno aprenda a agir nas diferentes situações sociocomunicativas, não só sabendo ler, mas interagindo com seu meio, isto é, sabendo como ler e produzir os gêneros que realizam essas práticas.
        Além de trabalhar a Literatura/leitura de forma impressa, podemos relacioná-la com a linguagem fílmica, pois essa linguagem tem suas peculiaridades unindo imagem e sons. A sua utilização em sala de aula como prática educativa possibilita sensibilizar os alunos e desenvolver novas formas de compreender e ler criticamente os meios eletrônicos e as novas tecnologias de informação. Entretanto, o cinema não deve ser usado apenas como entretenimento ou simples ilustração de conteúdos.
       O trabalho com o cinema pode converter as aulas em atividades significativas, tangíveis e experimentais. E por fim com o uso do WhatsApp - uma ferramenta poderosa na atualidade e de grande alcance de interação social. Entendemos que "as mudanças tecnológicas são, por muitas vezes, as responsáveis pelas mudanças sociais".
        O professor precisa entender que os alunos fazem parte de uma geração que inverteu seus hábitos: os jantares em família foram substituídos pelos lanches solitários; as ligações feitas para a casa dos amigos, pelos SMS, mensagens trocadas pelo Facebook ou WhatsApp; os encontros com os amigos em bares ou locais públicos, pelos seguidores no Instagram ou Twitter. Portanto, será possível ensinar língua e literatura sem nos apropriarmos de tais inovações?
        Temos que ter consciência dessas mudanças tecnológicas e consequentemente afetou também a sociedade e principalmente nossos alunos. Por isso que nossas aulas precisam ser mais envolventes e criativas, aproveitando os novos aplicativos que nossos alunos sabem tão bem usá-los e adequar ao cotidiano escolar.

REFERÊNCIAS

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Gráfica Centralda UNICAP. 1993
ASSIS, J. M. Machado de. Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1989.
BETTON, G. Estética do cinema. São Paulo: Martins Fontes, 1987, p. 1.
STREET, B.V. Literacy in Theory and Practice. Cambridge; New York and Melbourne: Cambrigde University Press, 1984.
SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educação e Sociedade, Campinas, v. 23, n. 81, pp. 143-160, 2002.
KLEIMAN, A. B. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: ______ KLEIMAN, A. B. (Org.). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1995. pp. 15-61
CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador. Tradução de Reginaldo de Moraes. São Paulo: Editora UNESP, 1999.
LEMKE, J. Letramento Metamidiático: transformando significados e mídias. Trabalhos em Linguística Aplicada. Campinas; jul-dez 2010, pp. 455-479
BARTLETT, L. To seem and to feel: situated identies and literacy practices. Teachers College Record. Columbia University, v. 109, n. 1, p. 51-69, January 2007.
ROJO, Roxane H. R. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In: ROJO, Roxane Helena Rodrigues; MOURA, Eduardo (orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2013, p. 11-32.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3ed. rev. atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC,2001.
GARCÍA CANCLINI, N. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair  da modernidade. Trad.: A. R. Lessa e H. P. Cintrão. São Paulo: EDUSP, 2008 [1989].






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